Manaus sedia Seminário que debate atendimento dos profissionais de saúde
O seminário, que está sendo realizado em Manaus, visa fortalecer a humanização nos serviços de saúde da região Norte. Humanização do SUS está em foco
Um dos relatos mais comuns da população que vai às unidades de saúde públicas dizem respeito às queixas na prestação dos serviços. Entretanto, a melhoria no atendimento oferecido aos usuários dos serviços públicos de saúde depende de uma série de desafios a serem superados. Um deles é a valorização dos profissionais da saúde, conforme apontou o coordenador de Política de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), Gustavo Oliveira, durante o Seminário Norte de Humanização.
“A gente tem um movimento de gestores, trabalhadores e usuários do SUS no sentido de qualificar a atenção e não só garantir cobertura cobertura , mas também a qualidade. É também fundamentalmente ter relações de trabalho mais democráticas, os direitos do trabalhador, os processos de trabalho. É um cenário de desafios, um SUS que ainda não está bem consolidado entre a sociedade brasileira, mas estamos num caminho de mudança de percepção do nosso SUS”, avaliou o coordenador da PNH do Ministério da Saúde.
O seminário, que está sendo realizado em Manaus, visa fortalecer a humanização nos serviços de saúde da região Norte Norte . O evento faz parte de uma série de seminários regionais que a PNH vem desenvolvendo desde o fim do ano passado para mapear o panorama da humanização nos diferentes Estados brasileiros.
A Política Nacional de Humanização completa este ano dez anos de atuação no SUS. A proposta é alterar a relação entre gestores, profissionais e usuários do SUS, de modo que cada um deles se reconheça como parte do sistema e contribua para a melhoria.
Com um grupo de apoiadores atuando em todo o País, o trabalho da PNH se baseia no apoio institucional a secretarias municipais de Saúde (SMS), secretarias estaduais de Saúde (SES), hospitais, coletivos e regionais, além da formação de gestores, trabalhadores e usuários.
“As pessoas tendem a confundir a humanização que a gente fala baseada na política nacional de humanização com a qualidade de atendimento atendimento no serviço ou com o respeito ao usuário. É também isso. Só que a política é muito mais abrangente. A política nacional de humanização traz a questão do acolhimento, do usuário chegar na unidade de saúde e ter uma escuta qualificada pra se saber exatamente o que ele está precisando naquele momento. É isso que queremos transformar. O trabalhador do SUS está cuidando do usuário e ainda não tem uma política pública que ‘trabalhe’ esse trabalhador”, comentou a coordenadora de Humanização do Município, Ana Raman.