Mega produção é montada para julgamento de Raphael Souza em Manaus
Reservas em hotel, reforço na segurança e transporte aéreo são medidas tomadas para o julgamento do filho de ex-deputado
Reserva de hotel e reforço da segurança do fórum de Justiça Henock Reis fazem parte da logística montada para o julgamento do estudante Raphael Wallace Souza, do ex-soldado da Polícia Militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, o “Moa”, e do motorista Mário Rubens, o “Mário Pequeno”, que deverá acontecer na próxima quinta-feira. Eles serão levados a júri popular júri popular pela morte do traficante de drogas Cleomir Bernardino, o “Caçula”, ocorrido em janeiro de 2011.
O julgamento, que já foi adiado adiado por mais de uma vez, está marcado para iniciar às 9h e não tem hora para terminar, já que são três que vão estar sentados nos bancos de réus. São esperadas 15 testemunhas.
A corte será presidida pelas juízas do 1º Tribunal do Júri Eline Paixão e Mirza Telma Oliveira. Na acusação estão em atuação três promotores. O número de advogados que vão atuar na defesa dos réus ainda não foi definida.
Por medidas de segurança a juíza Eline solicitou o reforço na segurança do fórum com 12 policiais militares a mais, a reserva de 10 apartamentos em hotéis da cidade, para o pernoite do corpo de jurado, caso o julgamento não seja concluído no primeiro dia; refeição e transporte, assim com o a vinda de Moa do presídio federal de Rondônia, onde está preso por medida de segurança.
Segundo o promotor da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Rogério Marques, o julgamento de Raphael, Moa e Mário Pequeno está sendo visto como um dos mais complexos da pauta de julgamento do primeiro semestre.
A complexidade está no fato dos acusados terem os nomes envolvidos diretamente numa série de crimes atribuídos à organização criminosa comandada pelo ex-deputado estadual Wallace Souza, pai de Raphael Raphael .
Segundo investigações feitas pela polícia, Moa e Raphael foram os autores dos disparos que mataram Caçula, enquanto Mário Pequeno serviu de motorista para a dupla. O ex-deputado Wallace também era um dos réus do processo. Devido a morte dele, a Justiça declarou extinta a possível culpabilidade dele. O crime foi presenciado por várias pessoas que reconheceram Raphael e Moa como os homens que atiraram em Caçula.
O envolvimento de Wallace, de acordo com os autos, está no fato de que ele teria pagado o aluguel do carro utilizado para a prática do crime – um Fiat Uno, cor prata. O veículo foi utilizado por Raphael, Môa e Pequeno para fazer o “serviço”. Testemunhas contaram que depois de ter matado Caçula, Raphael ligou para o pai dizendo que tinha vingado a morte do tio Ulisses. Ainda segundo testemunhas, o ex-deputado respondeu dizendo: “Esse é o meu filho”.
Em seguida, Raphael foi para casa, tomou banho e foi lanchar.
Raphael e ‘Moa’ cumprem pena
De acordo com o Ministério Público, os acusados “Moa” e Raphael estão presos. Raphael cumpre pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) pelo crime de associação para o tráfico.
Moa está preso na penitenciária federal de Porto Velho, onde cumpre pena pena por associação para o tráfico e por homicídio do traficante Edilberto Souza do Carmo, o ‘Edi’, ocorrido em 18 de abril de 2003, pelo qual foi condenado a cumprir 15 anos de prisão em regime fechado.
De acordo com informações da Polícia Civil, Raphael Wallace Souza e os tios, os deputados federal Carlos Souza, e o estadual Fausto Souza que apresentavam o extinto programa de televisão Canal Livre, respondem outro processo na Justiça por mais três crimes..