Ministério Público solicita a interdição da Ponta Negra
Laudo técnico da CPRM, que identificou a existência de buracos em vários trechos do balneário, serviu de base para que 63ª Prourb realizasse o pedido
A interdição imediata da praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, foi solicitada nesta quarta-feira (21) à tarde, pelo promotor de Justiça da 63ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), Paulo Stélio Guimarães, ao Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), tendo como base o laudo técnico da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que identificou a existência de buracos em vários trechos do balneário.
“Já havíamos recomendado antes que a praia fosse interditada, mas até então não havia nada que indicasse os riscos e que as mortes lá registradas estavam relacionadas com as obras realizadas na Ponta Negra. Agora há um estudo do CPRM com informações de que a praia realmente não está segura para o público”, observa.
Ele descarta a possibilidade da prefeitura resistir à interdição do principal balneário de Manaus, uma vez que trata-se de uma questão de prudência, conforme Paulo Stélio, para evitar que novos episódios fatais sejam registrados.
Laudo
Os trabalhos do CPRM foram realizados entre a faixa da praia que compreende o anfiteatro – atualmente fechada em virtude de obras que estão sendo realizadas -, até o trecho aberto aos banhistas.
Enquanto na área fechada, não foi verificada a existência de falhas, já que a faixa de terras ainda está contínua, na área aberta ao público, que foi aterrada para que pudesse dar lugar à praia perene, foram identificados no terreno buracos cujas profundidades variam de 3 metros a 6 metros.