Movimento nos comércios na véspera de feriado do Dia da República é tranquila
A véspera de feriado “imprensado” foi de calmaria no comércio da cidade, com pouco movimento nas ruas dos bairros e alguns consumidores aproveitando para fazer suas compras com mais tranquilidade
A véspera de feriado “imprensado” foi de calmaria no comércio da cidade, com pouco movimento nas ruas dos bairros e alguns consumidores aproveitando para fazer suas compras com mais tranquilidade.
A reportagem constatou que a grande maioria dos lojistas preferiu abrir suas lojas ontem e, de acordo com os gerentes e vendedores entrevistados por A CRÍTICA, todos eles vão funcionar de 8h ao meio-dia deste 15 de novembro, Dia da Proclamação da República.
Na rua J do bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, em meio a caixas e mais caixas de sapatos, a experiente vendedora Graciete Melo Fernandes aguardava por mais clientes na calma manhã de ontem na loja “Cinderela Calçados”.
“No momento está razoável e vamos ver se vai melhorar daqui pro final do mês ou em dezembro. Tudo é relativo. Às vezes, em vésperas ou feriados nós vendemos até melhor que em uma semana. Depende do movimento”, analisa ela, que está há 3 anos no comércio calçadista.
Graciete destaca que a loja vai abrir nesta terça-feira de 8h às 12h (horário comum em dias de feriado) – nos dias normais é de 8h às 19h.
A movimentação calma também foi registrada na Compensa 1, mais precisamente na avenida Oscar Borel, uma das mais movimentadas daquele populoso bairro da Zona Oeste: a frequência de consumidores era bem menor que em outros dias. Na loja de confecções “A Vantajosa”, a gerente Luciane Campo Silva de Campos
“Esses dias que antecedem os feriados são bem devagar, porquê o pessoal sai, vai para o interior, aproveitando por ser prolongado, e a gente fica assim nesse ‘paradouro’ todo que você está vendo. A cidade fica morta”, conta ela, confirmando a abertura do estabelecimento para 8h às 12h desta terça-feira.
Ela elogia os dias de feriados para as vendas no comércio. “Eles são bons, são o equivalente a um dia. É um meio-dia que equivale a um dia”, informa ela, fazendo uma proporção do que representa trabalhar nesta terça-feira em relação a um dia comum de vendas.
Na mesma rua, a vendedora aproveitava seu dia de folga para fazer umas “comprinhas”. “Aproveitei para fazer compras e ir à academia, que está bem movimentada. Neste feriado eu vou trabalhar”, conta ela.
O agricultor Edilson R. Silva, 66, também não perdeu tempo para ir às compras nesta véspera. “Independente de ser véspera de feriado, ou não, todo dia eu estou aqui para comprar frango, jaraqui, cebola, feijão, arroz, tudo que é preciso pra cozinha”, conta ele.
A sempre populosa Rua do Comércio, no Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, também registrou baixa frequência na manhã de ontem, fato observado pela gerente da “100% Bijoux”, Alana Cristina Cunha. Ela também afirma que isso é reflexo da crise na economia. “O movimento está parado, bastante parado. É sempre assim. Eu acho que é até culpa da crise, pois esse ano foi horrível para quem tem loja”, conta ela, que estará firme e forte nesta terça pela manhã no estabelecimento de acessórios.
Frase
O movimento está parado, bastante parado. É sempre assim. Eu acho que é até culpa da crise, pois esse ano foi horrível para quem tem loja”
Alana Cristina Cunha, Gerente de loja do P. 10