Nova invasão toma conta de área de proteção ambiental no Tarumã
Fiscalização já havia passado pelo local na última sexta-feira e retirado mais de 20 armações; no entanto, neste domingo, pelo menos 15 barracos estavam erguidos
Vários barracos foram identificados em uma área verde em frente ao Balneário do Ceará, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, no final da tarde deste domingo. O local, próximo invasão Cidades das Luzes, foi ocupado por moradores recentemente, conforme denúncias.
Na área, a reportagem de A CRÍTICA constatou várias pessoas nos barracos já erguidos, como se estivessem demarcando território. Esses casebres, por enquanto, estão sendo construídos com pedaços de madeira, lona e telhas. Há também a informação de que a vegetação do local está sendo suprimida pelos invasores.
Na última sexta-feira, policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental e 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), além de fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), receberam a denúncia e estiveram no local para realizaram a retirada dos invasores. No mesmo dia, mais de 20 armações irregulares foram retiradas do terreno. No entanto, a ação não foi suficiente, visto que já no dia de seguinte os invasores voltaram ao local e seguem erguendo barracos.
Área particular
O terreno invadido, segundo a Semmas, é uma propriedade particular, localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Tarumã. Segundo os fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, os invasores estavam começando a demarcar os lotes em área de preservação, às margens de um igarapé que deságua no igarapé do Tarumã. Porém, mesmo depois ação dos fiscais, os ocupantes voltaram ao local.
Reunião
O diretor de Fiscalização da Semmas, Eneas Gonçalves, alertou para a gravidade da situação e assegurou que convocará uma reunião dos órgãos de controle e segurança no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), para tratar da questão.
Denúncias
De janeiro a dezembro do ano passado, a Semmas recebeu 890 denúncias de invasões.