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A Crítica
Manaus

Pedido de impeachment não tem amparo legal e fundamento, diz Wilson Lima

Governador disse que vai recorrer judicialmente para que os parlamentares apresentem provas que justifiquem o pedido de impeachment

Publicado em 20/12/2019 às 18h24 · Atualizado em 10/03/2022 às 21h13
Pedido de impeachment não tem amparo legal e fundamento, diz Wilson Lima
Foto: Izaias Godinho

“Não há amparo legal e nem um fundamento”, disse o governador Wilson Lima (PSC), nesta sexta-feira (20), sobre o pedido de impeachment protocolado pelos deputados Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (PP). A declaração foi dada em coletiva de imprensa na sede do Governo, situada na Zona Oeste da capital.

De acordo com Wilson Lima, o pedido de impeachment, foi motivado por razões que não estão relacionadas às melhorias no contexto político. “Eu pedi para analisar tecnicamente a peça e não há nenhum amparo legal. A prova de que, mais uma vez, existe uma outra motivação que não é a republicana. Eu entendo o papel da oposição, faz parte do processo democrático, mas vejo que os dois deputados estão tentando tumultuar a situação”, disse o governador.

O governador acrescentou que as relações políticas de Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (PP) em outros governos justificam as ações de oposição. Ele afirmou que os processos de modernização no Estado incomodam os parlamentares. Wilson Lima disse que vai recorrer judicialmente para que os parlamentares apresentem provas que justifiquem o pedido de impeachment.

“Desde o início do ano eles vêm tentando encontrar artifícios e elementos para fazerem as críticas. Mas eu entendo que a vontade popular tem que ser respeitada. Eu tenho uma estrutura grandiosa para ‘tocar’, em nenhum momento vou me prestar a esse tipo de coisa. Vamos interpelá-los judicialmente para provaram o que estão falando”, disse Wilson Lima.

Wilker Barreto e Dermilson Chagas assinaram na última quarta-feira (18) o pedido de impeachment do governador. No pedido consta que existe “grave crise da saúde pública no Estado” e , segundo eles, há “omissão do Governo em propor soluções para as problemáticas como a falta de medicamentos e insumos nas unidades hospitalares, ausência de equipamentos para exames e atraso de quase seis meses de salários para os profissionais terceirizados da saúde”.