Polo de duas rodas do PIM deve receber ‘socorro’ até setembro
Ministério da Fazenda prometeu para este mês ajuda para tirar os fabricantes de motocicletas da situação difícil que vivem
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, disse nessa terça-feira (21) que até setembro o Ministério da Fazenda deve anunciar as medidas de apoio ao setor de duas rodas, considerado por ele “o maior carro chefe do polo industrial”.
Antônio Silva vez essa declaração durante a sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) em homenagem aos 52 anos da Fieam, advertindo que na reunião dos empresários brasileiros com a presidente Dilma Rousseff no mês passado foram apontados os entraves ao desenvolvimento da economia amazonense.
“Lá, colocamos todas as dificuldades que temos como em relação à BR 319 (Manaus-Porto Velho e de política ambientalista para o nosso Estado; a construção do Porto das Lajes; o caso do aeroporto internacional Eduardo Gomes que está se ampliando, mas não está se pensando em uma pista alternativa”, disse Silva.
O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, destacou o senso de urgência das medidas que deverão ser adotadas pelo Governo Federal.
Faturamento
No mesmo evento, Thomaz Nogueira, afirmou ontem que o Polo Industrial de Manaus (PIM) deve fechar o ano com faturamento na casa dos R$ 62 bilhões, 10% menor que os R$ 68,9 bilhões arrecadados em 2011. Nogueira atenuou o assunto, apesar do volume de demissões deste ano e do tímido crescimento na produção. Para ele, “este é um ano de ajustes”.
“Vamos crescer em produção física, muito discretamente por conta do recuo no polo de duas rodas; vamos crescer no setor de eletroeletrônico, um crescimento de 20% em televisão; e vamos crescer em produção física, muito discretamente no valor por conta dos aspectos pontuais. Vivemos no início do ano os problemas com a cadeia de ar-condicionado, com ciclomotores. Esse ano é um ano de ajuste”, pontuou.
Otimista, Nogueira acredita que há como recuperar os 14 mil empregos perdidos ao longo deste ano, uma vez que o problema enfrentado pelo PIM está relacionado à cadeia de duas rodas. Este ano, a restrição dos bancos em financiar motocicletas inibiu o consumo no País, fazendo com que as fábricas do setor redimensionassem sua produção.
Para o superintendente, a questão do polo polo de duas rodas é conjuntural. “Nós vamos vencer isso. O polo de duas rodas voltará a ter crescimento expressivo, e os outros estão crescendo. É que ele é muito grande e muito representativo. É o polo mais diversificado, mais verticalizado, isso é importante pra nós. Não significa que tenhamos um problema sistêmico na ZFM. Nós temos um problema no acesso ao financiamento de motocicletas”, explicou.
O polo de duas rodas representa 21,76% do faturamento geral do PIM, segundo os indicadores da Suframa de junho.
Pesquisa CNI
A indústria cresceu pouco em julho e continuou acumulando estoques, segundo a sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nessa terça.