‘Preciso que os professores retornem às salas’, afirma Wilson Lima
Governador afirmou em pronunciamento nesta segunda-feira (13) que considera a greve como "movimento político-partidário". A contraproposta feita pelo governo, segundo ele, é "o máximo que o Amazonas pode chegar"
Em novo pronunciamento na tarde desta segunda-feira (13), o governador Wilson Lima (PSC) disse que “precisa que os professores retornem às salas de aula”, pois segundo ele, as propostas oferecidas são “o máximo que o Estado do Amazonas pode chegar”. A greve iniciada em 15 de abril completou 28 dias nesta segunda-feira (13).
A última proposta apresentada na última sexta-feira (10) pelo Estado foi de uma reposição salarial de 4,7%, mais reajuste de auxílios alimentação e localidade, ampliação de vale transporte para professores com cadeira de 40 horas. Os professores exigem 15% de reajuste.
“O Governo do Estado fez um reajuste de 9,3% no início do ano resultado da data-base que não havia sido paga para os professores. Com esse reajuste, chega a 14% o valor, diferente de outras categorias como a PM”, afirmou Wilson.
Segundo o governador, os dois grupos que comandam a greve, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) “não se entendem e há um viés político partidário por trás do movimento”.
“Não tivemos nenhuma sinalização positiva, pelo contrário, há uma manifestação de radicalismo e ataques contra mim e outras autoridades. Não há um entendimento entre eles. Há um objetivo de delongar ao máximo possível essa greve. Interessa ao aluno, professor, governo? A nenhum desses personagens interessa isso. Só interessa ao movimento político partidário que está por trás desses líderes e movimentos”, disse Wilson.
O governador declarou ainda que está aberto para conversar com os professores. “Eu preciso que os professores retornem às salas de aula. O Governo está aberto para conversar com os professores, mas não vou permitir que movimentos políticos partidários continuem sacrificando alunos, pais e professores”, completou.