Profissionais da construção civil realizam manifestação e ameaçam greve geral
O grupo realizou a manifestação nesta terça-feira, na Avenida Mário Ypiranga. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 9% e outros direitos
Mais de 200 Funcionários da construção ciivl realizaram, na manhã desta terça-feira (22), uma manifestação na Avenida Mário Ypiranga, antiga Recife, no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul de Manaus. O grupo bloqueou a via durante 10 minutos. Conforme o auxiliar de pedreiro Marcelo Freire, 34, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 9% e outros direitos.
Segundo Marcelo, pelo menos quatro empresas da construção civil ficaram paralisadas, devido à manifestação. “Nós pedimos, além do reajuste, que as empresas paguem as horas extras, vale refeição e outros benefícios do trabalhador”, contou.
De acordo com o vereador Cícero Custodio (PT), as empresas foram notificadas um dia antes sobre a manifestação. Além disso, ele também informou que, caso a empresa não responda a demanda dos funcionários, a categoria deve paralisar mais vezes.
“Hoje nós estamos apenas com 50 por cento do nosso pessoal. Se até quinta-feira, as empresas não derem nenhum tipo de resposta, nós voltaremos a parar às ruas. A partir de segunda-feira é greve geral, porque queremos o direito do trabalhador. Pedimos desculpas a população, mas esse é o único jeito”, explicou Cícero.
Os manifestantes chegaram a sentar no chão da avenida, como forma de protesto. Eles bloquearam via durante dez minutos e logo depois liberam o local.
Motoristas irritados
Para a advogada Rosana Peixoto, 45, os trabalhadores deveriam reivindicar na frente das empresas e não bloquear um das principais vias da cidade.
“Eles tem todo o direito de manifestar, mas fechar toda a Avenida? Acho que só querem chamar atenção” disse.
O trânsito ficou intenso no local. Agentes do Instituto Municipal de (Manaustrans), realizaram o controle do tráfego.
Resposta
Por meio de nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (SINDUSCON-AM) informou que concedeu e já repassou aos trabalhadores a reposição integral de 2,55% das perdas inflacionárias referentes ao período de julho de 2016 a junho de 2017, deixando que a revisão de cláusulas negociadas seja feita em outro momento econômico.
O órgão também relatou contrariando toda a realidade, o Sintracomec impõe condições de reajuste de 10%. Impõe, ainda, a contratação de serviços em prejuízo da própria categoria, como o auxílio funeral, que incidirá em desconto no salário de todos os trabalhadores, sendo que esse benefício já está incluído no seguro de vida. A matéria submetida a análise do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), em dissídio judicial, qualquer manifestação paredista seria irregular e, portanto, acarretaria mais prejuízos ao trabalhador.