Proliferação de baratas aumenta durante verão amazônico
Vetor de diversas doenças, a barata caseira têm o metabolismo acelerado durante o período de intenso calor, fazendo com que elas se reproduzam mais facilmente
Apesar de o calor estar presente durante todo o ano no Amazonas, o período do verão, de junho a novembro, conhecido por épocas quentes e secas, com poucas chuvas e temperaturas em torno dos 38ºC, também traz consigo o problema da proliferação de algumas pragas residenciais, com destaque para as baratas.
Conforme o diretor-executivo da Emops – maior companhia de controle de pragas que atua na região -, Thiago Frota, a chegada da temporada de seca na região faz com que o número de atendimentos específicos para problemas com baratas aumente 50% em comparação com o período chuvoso.
“Esse período de calor intenso acelera o metabolismo das baratas, fazendo com que elas cheguem à maturidade sexual mais rápido. Dessa forma, aumentando a reprodução entre elas”, comentou Frota, ao destacar que existem métodos seguros para controlar a proliferação das invasoras.
e-Control do Grupo Emops
Com experiência de mais de 45 anos no controle especializado de pragas urbanas, a Emops, dona da marca e-Control, utiliza um sistema que substituiu a antiga “dedetização”, que era um método de aplicação de uma grande quantidade de produtos químicos para eliminar o maior número de pragas, porém que, além de ser ineficiente, trazia riscos a saúde humana.
O método utilizado pela e-Control para o controle eficiente das pragas, sobretudo das baratas urbanas, é conhecido como ‘Manejo Integrado de Pragas’, ou MIP. Conceituado como a melhor metodologia do mundo para o serviço, o uso do MIP foca em medidas educativas, biológicas, físicas e, como último recurso, o tratamento químico de maneira planejada para cada situação.
“O diferencial do MIP é que, além de ele não apresentar risco a saúde humana, nós realizamos os procedimentos de forma periódica, para assegurar que todas as medidas estão sendo trabalhadas e garantir com o tratamento químico correto o controle das pragas de maneira preventiva e constante”, concluiu Thiago Frota.
A Emops utiliza métodos inovadores para o controle das pragas urbanas, em especial contra as baratas. Foto: (Divulgação)
A e-Control conta com relatórios técnicos com registro fotográfico; pulverização preventiva e corretiva estratégica; aplicação de iscas de gel para formigas e baratas, entre outros.
Doenças
Segundo a engenheira agrônoma Roberta Viana, as baratas domésticas não possuem papel na cadeia ecológica. “Diferente das que vivem na natureza, que possuem o papel de reciclagem do material orgânico e de servirem como alimento para vários predadores naturais, as baratas urbanas não possuem papel na cadeia ecológica, são apenas pestes”, ressaltou.
Entre as principais doenças transmitidas pelas baratas estão a febre tifoide, hepatite A, conjuntivite, pneumonia, salmonelose, gastroenterite, diarréias e infecções por Staphylococcus, hanseníase e reações alérgicas que são provocadas por restos do corpo do inseto e suas fezes que são pulverizadas no ambiente.
Os sintomas das doenças transmitidas por baratas podem ser confundidos com os de uma virose de rotina, como diarreia, febre, dores abdominais e náuseas.