Promessas em ano de eleição na Zona Leste de Manaus
Moradores das comunidades atendidas pelo Prourbis afirmam só ter atenção durante campanha eleitoral
A menos de dez meses para a conclusão de mais uma gestão na prefeitura, os moradores do Jorge Teixeira, não veem sinais do “bairro modelo”, discurso que ganha força quando chega o tempo da política. “Já ouvimos tantas coisas: os bueiros seriam consertados, os becos deixariam de existir, teríamos ruas bem asfaltadas com calçadas e muitas árvores”, desabafa a dona de casa Izenilda Maria, 48, moradora da rua Magnólia.
A última promessa atendia pelo nome de Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis), o projeto que transformaria uma das áreas mais carentes da capital do Amazonas, com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo, em um bairro modelo para o Brasil. Ele contemplaria comunidades de bairros como Val Paraíso, Monte Sião, Bairro Novo, Arthur Virgílio, João Paulo e Jorge Teixeira.
Para a prefeitura as obras já iniciaram. “As obras de edificações serão construídas em vários locais e dependem da desocupação dos lotes desapropriados pela prefeitura para o programa”, diz a nota enviada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).
Ainda conforme a secretaria, o total de imóveis que sofrerão interferência do programa é de 1,5 mil, e o cadastro teria começado em setembro de 2011. “As famílias que serão reassentadas já estão recebendo atenção especial por parte do programa, por meio de palestras, campanhas educacionais, reuniões assistidas e explicativas de cada situação, entendendo que a retirada da família precisa ser bem trabalhada e assistida socialmente”, acrescenta a nota da Seminf. O comunicado termina dizendo que “Esses serviços (construções), poucos visíveis aos moradores, fazem parte e são necessários para a boa realização das obras”, conclui.
A reportagem de A CRÍTICA conversou com famílias do bairro e elas disseram que ainda não perceberam nenhuma mudança. “Se isso existe está bem longe daqui, porque nós andamos pelo bairro e não vemos essas mudanças”, disse Zélia Costa, 50, que chegou ao bairro quando as ruas ainda eram de barro.