Promotor diz que Tabatinga está envolvido ‘até o pescoço’ na morte de delegado
Para o promotor Edinaldo Medeiros, o réu Mário Tabatinga é um dos braços empresariais da facção criminosa Família do Norte (FDN) e sabia que carro de sua empresa seria usado para cometer crimes
O promotor Edinaldo Medeiros, responsável pela acusação no julgamento do caso “Oscar Cardoso”, disse que o réu Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, está “envolvido até o pescoço” na morte do delegado, em 2014, com 18 tiros.
Para o promotor, Mário Tabatinga sabia que o carro de sua empresa seria usado para ajudar a cometer um crime, mas não sabia para qual crime seria ou que a vítima seria um delegado. “Ainda assim, isso se classifica como associação criminosa, no caso uma associação com a FDN (Família do Norte) que vários braços políticos e empresariais. No caso de Tabatinga, ele era o braço empresarial que concedia os carros que seriam utilizados nos crimes. É uma associação ao crime disfarçada de apoio empresarial, o senhor Tabatinga está envolvido até o pescoço”.
Em resposta, a defesa disse que, diferente dos demais réus, Tabatinga sabe de sua inocência e está de consciência limpa porque há três está pagando por um crime que não cometeu. “O julgamento não é mais sobre a morte do delegado Oscar, mas sim sobre quem compra ou deixa de comprar os carros de seu Mario Tabatinga”, ironizou o advogado.
Mais cedo, os advogados dos réus João Pinto Carioca, o João Branco, Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré, abandonaram o julgamento Mais cedo, os advogados dos réus João Pinto Carioca, o João Branco, Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré, abandonaram o julgamento que vem sendo realizado desde ontem, no Fórum Henoch Reis, no bairro Aleixo, na Zona Sul de Manaus. Os quatro são acusados de assassinar o delegado Oscar Cardoso, em 2014, com 18 tiros.
A tendência é que ainda neste sábado saia a decisão sobre o destino de Mário Tabatinga, enquanto os outros réus devem ser julgados posteriormente, quando novos defensores estiverem constituídos.