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A Crítica
Manaus

Protesto de universitários pede volta das aulas presenciais na Ufam

Estudantes reivindicam a volta das atividades práticas de maneira presencial na unidade, além do funcionamento do Restaurante Universitário

Publicado em 31/01/2022 às 22h18 · Atualizado em 08/03/2022 às 16h50
Protesto de universitários pede volta das aulas presenciais na Ufam
Foto: Gilson Mello

Dezenas de acadêmicos dos cursos de saúde da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) fizeram um protesto na tarde desta segunda-feira (31), em frente a entrada da Instituição, na Av. General Rodrigo Octavio Jordão Ramos, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. Os estudantes reivindicam a volta das atividades práticas de maneira presencial na unidade.

Além da volta das atividades acadêmicas na sede da instituição, os acadêmicos também pedem que o Restaurante Universitário (RU) também retome as atividades. De acordo com o presidente do Centro Acadêmico de Medicina, Gabriel Marques, há quase dois anos que os estudantes da área da saúde não possuem aulas práticas, o que tem retardado desde a graduação dos estudante, até a carreira deles.

“A gente entende que o benefício da formação é muito maior que risco que a gente vai ganhar, e todo mundo aqui é ciente risco”, afirma Gabriel.

Segundo a presidente da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM), Raiane Alencar, os pedidos dos estudantes são válidos e devem ser ouvidos pela reitoria da Universidade.

“Estamos aqui para prestar apoio ao movimento ‘Ocupa Ufam’, que tem algumas pautas que são muito válidas. (…) A gente entende todo o momento que está passando, que é uma coisa anormal, mas a gente sente que a Universidade pecou nesse volta as aulas que teve, de uma semana, o que causou a insatisfação de muitos estudantes”

De acordo com a UEE-AM, os acadêmicos devem se reunir com a reitoria da Ufam já na terça-feira, visando resolver a questão das voltas às aulas.

“O diálogo [com a reitoria] existe, mas ele não é algo resolutivo. Entendemos que haverá picos [de casos de Covid-19] e vendo a situação atual, se tudo se normalizar no dia 15, queremos que as aulas voltem no dia seguinte. Mas o que acontece? A gente volta à normalidade nesta questão epidemiológica e fazem várias reuniões, demoram um ou dois meses para a gente voltar a ter uma prática presencial, que é parada após uma nova onda. Com isso, a gente não está conseguindo dar prosseguimento aos nossos cursos”, relata o Gabriel Marques.