Protesto de universitários pede volta das aulas presenciais na Ufam
Estudantes reivindicam a volta das atividades práticas de maneira presencial na unidade, além do funcionamento do Restaurante Universitário
Dezenas de acadêmicos dos cursos de saúde da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) fizeram um protesto na tarde desta segunda-feira (31), em frente a entrada da Instituição, na Av. General Rodrigo Octavio Jordão Ramos, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. Os estudantes reivindicam a volta das atividades práticas de maneira presencial na unidade.
Além da volta das atividades acadêmicas na sede da instituição, os acadêmicos também pedem que o Restaurante Universitário (RU) também retome as atividades. De acordo com o presidente do Centro Acadêmico de Medicina, Gabriel Marques, há quase dois anos que os estudantes da área da saúde não possuem aulas práticas, o que tem retardado desde a graduação dos estudante, até a carreira deles.
“A gente entende que o benefício da formação é muito maior que risco que a gente vai ganhar, e todo mundo aqui é ciente risco”, afirma Gabriel.
Segundo a presidente da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM), Raiane Alencar, os pedidos dos estudantes são válidos e devem ser ouvidos pela reitoria da Universidade.
“Estamos aqui para prestar apoio ao movimento ‘Ocupa Ufam’, que tem algumas pautas que são muito válidas. (…) A gente entende todo o momento que está passando, que é uma coisa anormal, mas a gente sente que a Universidade pecou nesse volta as aulas que teve, de uma semana, o que causou a insatisfação de muitos estudantes”
De acordo com a UEE-AM, os acadêmicos devem se reunir com a reitoria da Ufam já na terça-feira, visando resolver a questão das voltas às aulas.
“O diálogo [com a reitoria] existe, mas ele não é algo resolutivo. Entendemos que haverá picos [de casos de Covid-19] e vendo a situação atual, se tudo se normalizar no dia 15, queremos que as aulas voltem no dia seguinte. Mas o que acontece? A gente volta à normalidade nesta questão epidemiológica e fazem várias reuniões, demoram um ou dois meses para a gente voltar a ter uma prática presencial, que é parada após uma nova onda. Com isso, a gente não está conseguindo dar prosseguimento aos nossos cursos”, relata o Gabriel Marques.