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A Crítica
Manaus

Transporte complementar de Manaus planeja paralisação para cobrar repasses da prefeitura

Categoria dos antigos “amarelinhos” e executivos afirma que município não paga gratuidades nem diferença da tarifa técnica

Publicado em 09/05/2026 às 20h41
Transporte complementar de Manaus planeja paralisação para cobrar repasses da prefeitura
Fotos: Divulgação

O transporte complementar de Manaus, formado pelos antigos alternativos e executivos, deve anunciar oficialmente, na segunda-feira (11), uma paralisação geral prevista para o dia 18 de maio. Um dos motivos, segundo a categoria, seria a falta de repasse da Prefeitura de Manaus pelo transporte gratuito de passageiros com gratuidade garantida por lei.

Segundo o advogado que representa a categoria, Ikaro Pereira Amore, a paralisação será motivada por duas principais reivindicações do setor, que reúne atualmente cerca de 320 permissionários. A primeira é referente ao transporte gratuito de idosos, pessoas com deficiência e outros públicos previstos em lei. Segundo ele, os permissionários realizam o serviço sem receber compensação financeira do município.

“Nós transportamos de forma gratuita idosos, deficientes e outras pessoas que a lei determina, e não recebemos nada. A prefeitura paga para o transporte convencional, que são os ônibus grandes, e não nos paga, sendo que nós também transportamos”, disse.

A segunda reivindicação, segundo o advogado, envolve a chamada tarifa técnica do sistema. Atualmente, os passageiros pagam R$ 5 na tarifa do transporte complementar, mas, segundo a categoria, o valor necessário para custear a operação seria de R$ 8,14.

“Nós temos todas as planilhas com estudos técnicos levantados. Já apresentamos isso para a prefeitura, por meio do IMMU [Instituto Municipal de Mobilidade Urbana]. A tarifa técnica é de R$ 8,14. Então, a prefeitura deveria custear essa diferença de R$ 3,14 por passageiro, assim como faz com o transporte convencional”, explicou.

Ainda conforme o advogado, o impasse entre os permissionários e o município se arrasta há mais de dez anos, sem solução.

“Nós vamos fazer uma paralisação geral no dia 18/05/2026. Não temos mais como manter isso, e o município se nega a pagar pelo serviço prestado para a população de Manaus”, declarou.

Os antigos ônibus alternativos são conhecidos popularmente como “amarelinhos”, enquanto os executivos são os micro-ônibus brancos. Uma nova legislação unificou as categorias sob a nomenclatura de “transporte complementar”, mas a população ainda conhece os veículos pelos nomes populares.

A reportagem de A CRÍTICA entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e com o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e aguarda posicionamento.