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A Crítica
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Vendas do varejo no Amazonas caem pelo quarto mês consecutivo, aponta IBGE

Apesar das quedas consecutivas no volume de vendas, tem havido crescimento da receita nominal de vendas do comércio, no acumulado do ano

Publicado em 11/11/2021 às 19h24 · Atualizado em 08/03/2022 às 21h39
Vendas do varejo no Amazonas caem pelo quarto mês consecutivo, aponta IBGE
Foto: Divulgação

No Estado, enquanto o volume de vendas do comércio apresenta pequena variação no índice acumulado no ano (0,4%), na receita nominal de vendas, houve crescimento de 13,7%, em 2021, na comparação com 2020. Os resultados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (11) pelo IBGE, sinalizam, portanto, que enquanto a inflação pode influenciar na diminuição do volume de vendas, esta também colabora para que a receita nominal cresça ou mantenha-se estável.

Anderson Santos, da Supervisão de Disseminação de Informações do IBGE no Amazonas, explica que “o volume tem diminuído, mas os empresários tem aumentado o preço dos produtos para os clientes, o que acaba estabilizando ou aumentando a receita nominal de vendas do comércio. Isso é observado quando comparamos os resultados da variação acumulada do ano, com estabilidade no volume de vendas do Amazonas (0,4%), e crescimento na receita nominal do comércio varejista (13,7%)”.

Volume do varejo

O comércio varejista no Amazonas recuou 0,6% em setembro, na comparação com o mês anterior, quarta queda consecutiva, após a maior alta do ano em março, quando cresceu 23,2%, em relação a fevereiro, período em que o Setor ainda vivia diversas restrições para conter o avanço da Covid-19. No ano, o varejo acumula crescimento de 0,4% e nos últimos 12 meses, alta de 3,4%.

Os resultados do país mostram que o volume de vendas do comércio varejista recuou 1,3% em setembro, na comparação com o mês anterior (-4,3%). No ano, o varejo nacional acumula alta de 3,8% e nos últimos doze meses, crescimento de 3,9%.

Na comparação com agosto, o comércio varejista teve variações negativas em 25 das 27 unidades da federação em setembro com destaque para: Mato Grosso do Sul (-3,9%), Santa Catarina (-3,6%) e Rio Grande do Norte (-3,4%).

Já no comércio varejista ampliado, a variação negativa entre agosto e setembro (-1,1%), foi seguida por 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso do Sul (-4,7%), Tocantins (-4,0%) e Maranhão (-3,6%).

Receita nominal do varejo

A receita nominal do varejo, ao contrário do volume de vendas, registrou alta em setembro (0,3%), no Amazonas. No país, por outro lado, houve leve queda no índice mensal de receita nominal de vendas (-0,2%).

No Amazonas, com a alta no índice da receita nominal de vendas, o Estado obteve crescimento de 3,0%, em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, e também na variação acumulada no ano (13,7%) e na variação acumulada nos últimos 12 meses (15,3%).

Varejo ampliado

Em setembro, o volume de vendas do varejo ampliado, que inclui automóveis, peças e material de construção obteve resultado positivo (0,7%), em relação ao mês anterior, no Amazonas. No entanto, houve queda (-10,9%), em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2020. No país, a variação mês/mês anterior foi negativa (-1,1%), assim como na comparação entre setembro de 2021 e setembro de 2020 (-4,2%).

No acumulado no ano, a variação apresenta resultado positivo, no Amazonas, alcançando 2,5% de crescimento, no Amazonas; assim como a variação acumulada nos últimos 12 meses, com crescimento de 5,7%.

A alta do volume de vendas do comércio varejista ampliado do Amazonas, em setembro, na comparação com o mês anterior (0,7%) foi o quarto melhor resultado entre as unidades da federação. Os piores desempenhos foram os do Mato Grosso do Sul (-4,7%), Tocantins (-4,0%) e Maranhão (-3,6%). E os melhores desempenhos, os de Pernambuco (3,0%), Ceará (1,3%) e Goiás (1,0%). Estes três Estados e mais o Amazonas foram os únicos com resultados positivos no volume de vendas do varejo ampliado, no mês.

A variação percentual acumulada no ano (janeiro a setembro), de 2,5%, no entanto, coloca o comércio varejista ampliado do Amazonas na penúltima posição entre os avanços das outras unidades da federação. Os piores desempenhos foram os do Distrito Federal (1,1%), Amazonas (2,5%) e Tocantins (3,4%). E os melhores desempenhos, os de Pernambuco (22,0%), Piauí (20,6%) e Rondônia (18,8%).

Receita do varejo ampliado

Em setembro, o volume da receita nominal de vendas do comércio varejista ampliado amazonense fechou em alta (0,1%), frente a agosto. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a variação foi de 1,7%. No acumulado do ano, o setor apresenta alta de 15,7%, e no acumulado dos últimos doze meses, o indicador avança 17,5%.