Vereadores criticam diretor-presidente do Immu e cobram mais diálogo
Críticas partiram de parlamentares da base do prefeito; após os protestos em plenário, Paulo Henrique Martins, diretor do órgão, recebeu parlamentar que iniciou os protestos
Parlamentares, inclusive da base do prefeito David Almeida, usaram a sessão de hoje para tecer críticas ao diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Herique Martins que, segundo os parlamentares não presta atendimento nem à população e nem aos legisladores quando procurado no órgão.
O assunto foi levantado pelo vereador Lissandro Breval(Avante). “O ´Secretário´ (diretor-presidente) do IMMU não atende ninguém. Ele se acha acima de qualquer pessoa, acha que não tem que dar satisfação nem ao parlamento. Eu sei que isso vai contra o posicionamento da gestão municipal. Nós somos atingidos, imediatamente, por todos os secretários mas esse secretário, que se acha ao estrela, ele não pode atender as pessoas e acha que não tem obrigação. Ele acha que não tem que ficar com a porta de seu gabinete aberta”, acusou o vereador.
Lissandro disse que procurou o órgão para esclarecer os motivos de algumas apreensões de ônibus do sistema alternativo, que vem ocorrendo, segundo ele, sem motivos. Ele afirma buscar um caminho para resolver o problema. ” Essas autorizações foram concedidas lá atrás. E, principalmente sobre essas apreensões, que o condutor pelo menos saiba o porque o carro está sendo apreendido, porque o laudo de apreensão vem em branco. E depois ele tem que pagar mais de R$ 4 mil para liberar o veículo”, disse o vereador.
O vereador Mitoso apoiou a manifestação de Lissandro Breval e disse que ficou surpreso com a informação. E que o prefeito deve tomar providências. “Parece que está havendo um desconforto com relação a esse secretário. É bom que o prefeito ouça a nossa reclamação. O vereador chegar a uma secretaria e não ser atendido com suas demandas, está me surpreendendo essa informação. Quero crer que possamos melhorar”, disse o Mitoso sendo completando a frase de Lissandro Breval. “ O vereador, como fiscalizador deve ser atendido. Mas, o cidadão de Manaus que chega a uma secretaria e não é atendido, pior ainda”, disse.
O vereador Eduardo Alfaia(PMN) também se solidarizou com o posicionamento de Lissandro Breval e disse que também não foi recebido. “Em janeiro, nós da bancada do PMN, estivemos no IMMU mas ele não estava. E estava afastado por estar acometido de Covid. Mas, nós protocolamos um ofício pedindo informações e até a presente data, que já estamos chegando ao mês de maio, não recebemos nenhuma resposta, sequer uma única ligação de quem quer que responda pelo instituto. Eu já ouvi diversos reclames com relação ao comportamento desse diretor vem tendo com os nobres colegas vereadores”.
O líder do governo, vereador Marcelo Serafim disse que conversando todos irão se entender. “É importante que as observações sejam feitas. Que os caminhos, quando errados precisam ser corrigidos. Sabemos que o prefeito não tem compromisso com o erro e, certamente, quando identificado o erro, ele será reparado”, concluiu Marcelo.
Em nota, Paulo Henrique Martins afirmou que tem o “objetivo de fazer o melhor para minimizar os problemas que se apresentam há tempos e não são uma exclusividade da gestão do Prefeito David Almeida. Apesar disso, reafirma que todos os problemas serão acompanhados e resolvidos no menor tempo possível”.
Ele ainda afirmou que as portas estão abertas a todos e que recebeu o vereador Lissandro Breval horas após a reclamação dele em plenário. “Não sou e nunca serei um secretário estrela, como disse o vereador Breval. Sou uma pessoa sem vaidades e muito focado na minha responsabilidade enquanto gestor”.
A respeito das denúncias, o Immu afirmou que “as equipes de fiscalização de transporte do IMMU, atuam diariamente nos terminais e nas ruas, coibindo as ilegalidades que se apresentam como: motoristas sem a carteira de habilitação, documentação irregular, ônibus sem condição de trafegar, entre outras coisas”.