Vereadores se mostram contrários a pedido do MP de ‘lockdown’ em Manaus
Hiram Nicolau (PSD) e Chico Preto (DC) criticaram o pedido do Ministério Público e disseram não ser o momento adequado para a medida
Vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) seguiram a declaração do prefeito Arthur Neto e se posicionaram contra o pedido do Ministério Público do Estado (MP-AM) à Justiça do Amazonas (TJAM) para decretar ‘lockdown’ em Manaus, modo mais rígido de quarentena social onde a cidade fica bloqueada.
O Ministério Público do Amazonas entrou na terça-feira (5), com ação na Justiça pedindo que os governos do estado do Amazonas e do município de Manaus implementem a medida na capital amazonense pelo prazo inicial de dez dias. O prefeito de Manaus, Arthur Neto, declarou então que a ação seria arriscada e defendeu reunião mais ampla sobre assunto, analisando os vários reflexos da medida.
O vereador da CMM, Hiram Nicolau (PSD), disse ao A Crítica não concordar com o pedido do MP e acreditar que, caso o decreto seja aprovado, vai “terminar de estrangular os pequenos negócios’’.
“Isso é direcionado ao poder executivo. Não acredito que o Ministério Público tenha que envolver a Justiça nisso, de uma decisão que tem que ser do poder executivo. Acho que agora não vai mais surtir efeito. O efeito maior, caso se o lockdown seja efetivado, na verdade, é terminar de estrangular os pequenos negócios que estão lutando para sobreviver a este momento”, disse o vereador, que completou:
“É uma medida muito extrema, radical, não acredito que o lockdown seja solução”.
Em sua página pessoal no Twitter, o vereador Chico Preto (DC), declarou que o Ministério Público do Amazonas requer o lockdown sem nenhum esteio. Em uma postagem, o vereador considerou o momento como inoportuno para a medida de bloqueio na cidade.
“Quando o ministro da saúde Nelson Teich faz a visita técnica em Manaus e estabelece junto a Estado e Município parâmetros de enfretamento à pandemia, o MP requer lockdown sem nenhum esteio técnico científico. Falta serviço na quarentena, então bora substituir o Executivo”, enfatizou.