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A Crítica
Opinião

2022: Ano de superações

Publicado em 31/12/2021 às 12h24 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h08
2022: Ano de superações

O difícil ano de 2021 já é passado. Ele parece ter se fundido a 2020 como um longo período obscuro de dúvidas e sofrimento por causa da pandemia de covid-19. Isso aumenta as expectativas para 2022. As pessoas costumam encarar a chegada de um novo ano como se grandes mudanças fossem necessariamente acontecer da noite para o dia. Na verdade, mudanças profundas podem ocorrer a qualquer momento, mas isso não é regra.

Seria fantástico se, no primeiro dia do novo ano, não tivéssemos mais pandemia, os preços dos alimentos e combustíveis tivessem baixado e o índice de desemprego tivesse caído de forma acentuada. Mas 2022 já amanheceu e os problemas de 2021 não desapareceram. O ano que começa traz consigo alívio e dúvida. Alívio, porque os dados oficiais (ainda que parciais por conta do apagão no Ministério da Saúde) indicam que a pandemia está sob controle, com menos de 200 óbitos por dia no País e número de novos casos abaixo de 10 mil (esteve perto de 100 mil em junho). Dúvida, porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou o Brasil sobre a iminência de uma nova onda, desta vez encabeçada pela variante ômicron, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos e Europa. 

Pelo terceiro ano consecutivo, iniciamos janeiro temendo o possível recrudescimento da pandemia. Mas, desta vez, temos motivos para acreditar que as coisas podem ser diferentes. Como ressaltou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o país tem a seu favor índices importantes de vacinação e potencial para manter a situação controlada, com mais de 65% da população totalmente vacinada e a imunização de crianças prestes a começar, apesar da irresponsável e inacreditável campanha antivacina do governo federal. Além disso, apesar de extremamente contagiosa, a nova variante não tem causado tantos eventos graves e que levam à morte, mas não deixa de representar perigo para populações vulneráveis, principalmente os que recusam a vacina. 

2022 tem tudo para ser o ano em que superaremos não só a pandemia, mas também a desinformação, a teimosia e a inépcia. Depende, fundamentalmente, de nós mesmos. Temos pela frente 365 dias para fazer melhor, para sermos melhores. Será um ano de recomeços, um ano de vitórias.