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A Crítica
Opinião

A epidemia de arboviroses é real

Hospitais sentem o reflexo que ocorre em meio a uma crise no sistema de atendimento público da saúde

Publicado em 03/02/2024 às 12h21
A epidemia de arboviroses é real
Foto: Agência Brasil

Epidemiologistas repetem os alertas para que as autoridades na área da saúde estadual e municipal tratem com maior nível de responsabilidade a epidemia de arboviroses  no Amazonas e as consequências das meias medidas.

Hospitais sentem o reflexo que ocorre em meio a uma crise no sistema de atendimento público da saúde. Conseguir atendimento é uma batalha para a maioria dos pacientes e muitos terminam por voltar para casa sem a orientação que necessitavam, mesmo os que têm plano de saúde enfrentam dificuldades nos esforços de agendar a consulta médica para o mesmo dia. Somam-se a situação outros adoecimentos que têm sido recorrentes no pós-pandemia da Covid-19 envolvendo casos de pressão arterial descontrolado, problemas cardíacos, transtornos mentais. E o registro crescente de pessoas acometidas por Covid no âmbito estadual. 

Os adoecimentos provocados pelas arboviroses afetam milhares de pessoas, em Manaus, e em outros municípios que, sem a devida orientação e pelo desconhecimento comparam a outras doenças e fazem o automedicamento. Centenas de pessoas estão sem condições físicas e psicológicas de manter a normalidade de suas atividades. Nas escolas, o número de estudantes de diferentes idades que faltam  por motivo alegado de “virose” só faz crescer.

Os especialistas nesse campo, profissionais que têm dedicado tempo longo em pesquisas e na produção desses estudos para uso público, podem ser mobilizados mais intensamente pelo Estado e a capital, Manaus – onde o índice é elevado – para  atuar em conjunto na criação e operacionalização de centros de atendimentos distribuídos nos mais diversos pontos e destinados a enfrentar a epidemia das arboviroses.

Tomar providências concretas já significa evitar cenários mais graves e descontrolados, minimizar custos e promover informações técnicas transparentes sobre as medidas de cuidado, do atendimento adequado e na redução do sofrimento de tantas pessoas, até mesmo dos riscos de morte.

Outro aspecto é que a constituição de uma rede de atenção, como já acontece a partir de iniciativa do Ministério da Saúde, e em algumas capitais brasileiras, poderá assegurar providências com respostas positivas no modelo de enfrentamento. Ao mesmo tempo, assegurará mais saúde nas festas de carnaval que já ocorrem em todo o País, em grandes e pequenos eventos, a fim de que o dia pós-carnaval permaneça na alegria no seguir o ritmo do cotidiano da vida.