Manaus qua, 28 out
A Crítica
Opinião

A falta de segurança e a importância do Musa

Publicado em 23/11/2021 às 12h31 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h10
A falta de segurança e a importância do Musa

O assalto a visitantes do Museu da Amazônia (Musa), no sábado, expõe o tamanho da fragilidade e da insegurança pública em Manaus. A carta do diretor-geral e criador do museu, Prof. Ênio Candotti, não é o relato do ato da violência a que foram submetidas as pessoas que visitam o local, mas uma posição que aciona a necessidade de segurança no local e a importância do local para Manaus, o Amazonas e o Brasil.

Há muito o Musa se constitui em referência e naquilo que Candotti adequadamente chama de "um dos símbolos mais celebrados da fraternidade de Manaus com a floresta amazônica". Cumpre uma função cuja importância ainda necessita ser percebida em diferentes áreas. A cada visita ali realizada por adultos, jovens e crianças cumpre-se um aprendizado fundamental sobre a complexidade Amazônica, são aulas reais e direto no campo com direito a experimentação individual e coletiva.

Para os governos municipal e estadual, o Musa é ou deveria ser compreendido como instrumento de mobilização do aprendizado, de cidadania e de promoção do Estado do Amazonas. São, em média, 1,4 mil visitas nos finais de semana, ou seja, multiplicadores do espaço Musa em todo o Brasil e para o mundo. A maioria dos visitantes deixa explícito o desejo de retornar, de querer viver mais uma vez a sensação aqui possível.

Um outro aspecto relevante do Museu da Amazônia é o de ser buscado por pessoas da própria cidade e do Estado do Amazonas. Jovens e crianças interessados em conhecer e vivenciar o espaço, em aprender mais, numa ação valiosa quando se pensa em algumas linhas, entre elas a de política de educação pública o que envolve outras iniciativas interligadas tais como cultura, saúde, ecologia.

Assegurar aos que participaram dessas visitas ou do programa Musa é, em primeiro plano, um dever do Estado, da mesma forma que o é em toda a ciadade e o Estado. As pessoas têm o direito assegurado de ir e vir sem que sua integridade seja ameaçada, mas está sendo.

Outros assaltos já ocorreram no local, envolvendo um menor número de pessoas, mas o do último sábado alcançou um grupo de 20 pessoas e poderia ter terminado em tragédia. Que sejam tomadas decisões por parte do  governo para que o Musa permaneça como referência turístico-ecológico estratégica da cidade de Manaus.