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A Crítica
Opinião

A responsabilidade da ONU nos conflitos

Para o bem e para o mal, a sociedade mundial está interligada e cada vez mais com o domínio crescente das big techs.

Publicado em 31/10/2023 às 09h15
A responsabilidade da ONU nos conflitos
Foto: Reuters

O que o Estado do Amazonas e a Região Amazônica têm a ver com a produção de guerras no mundo e com a Organização das Nações Unidas (ONU)? Tudo. A globalização econômica mudou os significados da distância e atrelou a códigos mundializados os negócios e a vida no mundo. Para o bem e para o mal, a sociedade mundial está interligada e cada vez mais com o domínio crescente das big techs.

O que ocorre na Amazônia é de interesse do mundo. A região mobiliza dos gigantes em tecnologia aos segmentos da sociedade motivados por diferentes interesses. A derrubada de árvores, o comercio ilegal de madeira e  de outros produtos, a mineração e a rota do ouro, o fogo, a seca, a morte de peixes-boi, os povos indígenas são alguns dos temas amazônicos que estão na pauta mundial. E são questões de conflitos e de guerras. A Amazônia precisa da ONU.

É nesse contexto que a organização das Nações Unidas, criada há 78 anos, ao término da segunda guerra mundial e diante do flagelo da humanidade, precisa atuar. Tem o compromisso, a partir do ato de criação, em 24 de outubro de 1945, de dar vida aos objetivos de: manter a segurança e a paz mundial, promover os direitos humanos, auxiliar no desempenho econômico e no progresso social, proteger o meio ambiente, promover a ajuda humanitária em casos de fome, desastres naturais e conflitos armados.

A ONU possui 193 Estados-membros e um colegiado – o Conselho de Segurança – formado por 15 membros dos quais cinco são permanentes e 10 não permanentes (que atuam por rodízio). Os com assento permanente no Conselho são Estados Unidos, Federação Russa, França, Reino Unido e República Popular da China, os mesmos que possuem poder de veto. O que se constata é a necessidade urgente de reformulação profunda da Organização das Nações Unidas.

O mundo de 1945 é diferente do mundo de 2023 e o Conselho de Segurança da ONU parece resistir à mudança. O que se assiste nas reuniões para tratar de guerras e de outros conflitos que põem em risco a vida de milhares de pessoas ou provocam mortes – a exemplo da guerra de Israel – é uma agência dominada, acuada e submetida aos critérios deum pequeno grupo de poder o que atenta contra a existência da ONU que precisa ser preservada e revitalizada para avançar na qualidade da função a ser exercida.