Manaus qua, 28 out
A Crítica
Opinião

A violência diária do trânsito de Manaus em larga escala

Os acidentes nos últimos dois meses deixam marcas todos os dias nas ruas da cidade, principalmente entre os motociclistas

Publicado em 20/06/2026 às 09h54
A violência diária do trânsito de Manaus em larga escala
Foto: Reprodução

A sensação de agravamento das condições do trânsito em Manaus é manifestada todos os dias por motoristas e pedestres. Os acidentes nos últimos dois meses deixam marcas todos os dias nas ruas da cidade, principalmente entre os motociclistas, alguns com ferimentos leves outros em situação grave e vítimas fatais.

A impressão é de que na capital do Amazonas o trânsito está desgovernado. E, nessa condição, cada um atua de acordo com a consciência que tem. Na manhã de sexta-feira (19), na avenida general Rodrigo Octavio Jordão, uma das vias de congestionamento recorrente, a via ficou horas ocupada por carretas que, em grande número, produziram efeitos negativos na fluidez do trânsito.

De acordo com os dados oficiais, a frota de Manaus é de 1 milhão de veículos e, para manter o respeito à política de trânsito, exige a presença firme e contínua de mecanismos e recursos humanos com capacidade de gerenciar bem esse quadro. Não é o que acontece. Todos os dias, amontoam-se as infrações às leis de trânsito, os abusos e as cenas e violência.

Respeitar a faixa de pedestre – a maioria delas com boa visibilidade – é um dos desafios. Veículos pequenos e grandes ignoram com ar de normalidade a determinação e se movem pelo desejo de “furar o sinal” em nome da pressa e ou da irresponsabilidade que podem provocar acidentes, mortes, sofrimento.

O trânsito em Manaus provoca produz transtorno mental para quem dirige e quem é passageiro ou pedestre. A sensação de que a questão se agrava a cada dia é citada entre passageiros nos pontos de ônibus, por grupo de motoristas de taxi, usuários de Uber quase sempre com a observação de que “ninguém faz nada para mudar essa realidade”. Prevalece a relação de brutalidade que marca outros espaços da sociedade e se revela também na sociabilidade no âmbito do trânsito.

É possível mudar o cenário. Há um número crescente de estudiosos desse campo que estão habilitados a oferecer respostas tecnicamente positivas. Faz-se necessário que por parte dos gestores públicos exista sensibilidade e determinação política em promover boas mudanças instituindo um processo com metas a serem alcançadas e que não se encerrem em uma única gestão, deve ultrapassar esse aspecto, ser revisada de modo permanente e envolver toda a sociedade numa ampla política de educação para trânsito.