A violência nos bairros de Manaus
A infraestrutura do Japiim I e II está precarizada, nada se compara ao elevado índice de violência que tem palco naquele lugar
As ocorrências de assaltos e mortes no bairro Japiim, zona Sul, expõem o nível de insegurança pública dos manauaras. O Japiim é um dos bairros situado em área próximo ao centro da cidade entrecortado por um parque industrial, centros de ensino superior, centros religiosos e de instâncias administrativas do governo estadual além de ser vizinho do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).
Não se pode atribuir o elevado índice de violência nesse bairro ao indicador de que está longe das ações públicas de segurança como se diz em relação a comunidades mais distantes com baixo ou nenhum saneamento básico, precária iluminação pública e ruas não asfaltadas. A infraestrutura do Japiim I e II está precarizada, nada se compara ao elevado índice de violência que tem palco naquele lugar. Há dois dias, um trabalhador da limpeza público foi morto ao tentar defender uma mulher que estava sendo assaltada. No mês passado, uma mulher teve o mesmo fim. A quantidade de assaltos praticados nas ruas do bairro é outro dado do abandono.
Se em um bairro central que abriga sedes de várias instituições públicas e organizações empresariais os assaltos e mortes ocorrem com tamanha facilidade é de se pensar como vivem os moradores de áreas mais desassistidas e que estão sujeitas a obedecer a códigos de conduta de grupos de narcotraficantes. O estado está sendo conclamado a agir e enfrentar os ataques que tanto esse bairro quanto outros estão submetidos. A desordem desafia a lei e as instâncias legais de proteção à sociedade.
As organizações criminosas encontraram em Manaus um lugar para agir sem ter que enfrentar dificuldades e levam, para os demais municípios, suas expertises transformando a vida das pessoas um pesadelo. Provocam medo e dor enquanto ampliam suas bases e seus lucros. Como os governos do Estado e do Município de Manaus lidam com tais ocorrência e que tipo de ação estão ou irão implementar para que a população possa ter margem de segurança maior e mais efetiva?
A condição de reféns é a única ser reservada às famílias, aos moradores, enfim, à sociedade? A segurança pública como instrumento de uma política pública fracassou? Se não é assim, que sejam melhor atendidas as demandas dos moradores da cidade pelo direito de ir e vir com segurança.