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A Crítica
Opinião

A ZFM e a proposta de produção para a rede 5G

O anúncio do governo federal de fazer do Polo Industrial de Manaus a principal base de produção de equipamentos para a rede 5G pode reposicionar ZFM no cenário nacional e internacional

Publicado em 26/07/2025 às 10h27
A ZFM e a proposta de produção para a rede 5G
Foto: Divulgação/Suframa

O anúncio do governo federal de fazer do Polo Industrial de Manaus a principal base de produção de equipamentos para a rede 5G é um passo histórico, se confirmado. Vista como apêndice, a agência de desenvolvimento Zona Franca de Manaus poderá, nessa função, avançar e reposicionar-se no cenário nacional e internacional numa das áreas de expansão em todo o mundo.

De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, responsável pela divulgação das intenções do governo federal, com a entrada da ZFM nesse cenário será possível tornar o preço da produção mais acessível o que impactará diretamente no valor a ser cobrado do consumidor no que se refere tanto aos equipamentos da 5ª geração (5G) quanto do bloco das chamadas tecnologias televisivas.

Estão envolvidos na formalização da proposta equipes dos ministérios das Comunicações e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A maior parte dos aparelhos 5G e dos televisores comercializados no território nacional tem a China, a Coreia do Sul e os Estados Unidos como base de importação.

O outro desenho para a planta da ZFM se apresenta como possibilidade real de mudar o atual quadro com indicadores de redução nos gastos com tarifas de importação, logística internacional e na variação de câmbio. Outros efeitos, se a proposta for concretizada, são a inserção do PIM em outros nichos tecnológicos, geração de postos de trabalho e ampliação do modelo ZFM.

O estudo “Tecnologia 5G – Impactos econômicos e barreiras à difusão do Brasil”, produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a rápida implementação do 5G irá acrescer no Produto Interno Bruto um volume de recursos da ordem de R$ 81,3 bilhões per capita de 2030. Em artigo publicado no DCD, a especialista Ângela Gheller, diretora de produtos de manufatura da TOTVS, afirma que a rede 5G possibilita ampliar a conectividade entre dispositivos. “Estima-se que uma rede 4G permite 100 mil conexões por metro quadrado, enquanto uma a 5G possibilita 100 milhões de conexões por metro quadrado. Ou seja, uma ampliação em 10x das conexões entre aparelhos, tornando os processos ainda mais inteligentes e rápidos, aumentando ainda mais a produtividade dos negócios”

Para Gheller, o Brasil, caracterizado como país de economia diversificada e detentor de um setor manufatureiro relevante, a evolução do 5G tente a trazer impactos significativos e transformar a maneira como as operações industriais são conduzidas.