Ações para cuidar das famílias de alagados
O quadro atual é crítico porque ocorre em um cenário de dificuldades acumuladas pelos dois anos da pandemia de Covid-19 e de uma enchente histórica
A subida das águas acima dos níveis normais no Amazonas deixou centenas de comunidades em situação de profunda dificuldade. Pequenos agricultores perderam o que viria a ser produção e garantia de sobrevivência e, igualmente, os criadores familiares estão acuados entre a perda de suas criações e a falta de espaço para abriga-las. As famílias pedem apoio mais ágil por parte dos governos municipais e estadual a fim de que os prejuízos sejam menores.
Embora haja monitoramento feito pela Defesa Civil, o que possibilita estabelecer ações de prevenção, o quadro atual é crítico porque ocorre em um cenário de dificuldades acumuladas pelos dois anos da pandemia de Covid-19 e de uma enchente histórica. Com as águas acima da média, muitas comunidades estão com suas vidas parcialmente paralisadas, desde as aulas a atividades de serviços, do comércio.
O programa de atenção e de atendimento às necessidades mais prementes das comunidades atingidas está diante de emergência de responder estrategicamente a essas famílias, o que implica em um ativo e bom monitoramento e avaliação condizente. Alcançar aqueles que mais necessitam do apoio significa transpor fronteiras de alguns dados congelados e ver o que tem mais afundo.
Saúde, Educação, renda familiar e meios de transportes nos municípios e destes para as comunidades têm na atualidade outra feição. Em alguns deles, o grau de dificuldade é bem maior e a comunicação se torna mais difícil e é a qualidade do monitoramento que poderá fazer toda a diferença quanto aos apoios que cheguem aos comunitários. Outro aspecto é ter o cuidado legal de não permitir que numa situação como essa, pré-candidatos utilizem o sofrimento de muitos para fazer campanha eleitoral e estabelecer moedas de trocas. Como a maioria está longe da visibilidade e da própria mídia, a tentativa de explorar comunitários-eleitores.
O que se faz importante é saber quantas comunidades estão em dificuldades, quantas pessoas elas abrigam, quais aspectos estão mais vulneráveis e como enfrenta-los. O tempo da resposta de ajuda já deveria estar acontecendo. O movimento das águas não permite decisões lentas ou tardias que, nesse caso, podem significar maiores perdas, mais vítimas e maior tempo para reorganizar a vida dessas famílias pelo menos com margem de segurança.