Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Opinião

Ajuste necessário na Zona Azul

O projeto de lei que propõe carência de 15 minutos para os usuários do Sistema de Estacionamento Rotativo Pago, o Zona Azul, é uma medida que já deveria estar em vigor desde a implantação do sistema em janeiro de 2024

Publicado em 28/03/2025 às 09h17
Ajuste necessário na Zona Azul

O projeto de lei que propõe carência de 15 minutos para os usuários do Sistema de Estacionamento Rotativo Pago, o Zona Azul, é uma medida que já deveria estar em vigor desde a implantação do sistema em janeiro de 2024. A falta de um período mínimo de gratuidade tem sido motivo de muitas reclamações por parte dos condutores, e até de confrontos com os agentes do Zona Azul. Hoje, quem vai ao Centro mas só precisa aguardar poucos minutos não tem como escapar da cobrança por uma hora completa. 

Não é razoável que praticamente todos os shopping centers de Manaus ofereçam período mínimo de gratuidade a seus frequentadores, e o Zona Azul não. É uma falha flagrante que precisa ser corrigida, e os vereadores têm, agora, a oportunidade de fazê-lo. Pela proposta, o aplicativo Zona Azul disponibilizaria o item “carência” para que o usuário possa iniciar a contagem do prazo por meio eletrônico ou junto aos agentes do sistema. A cobrança efetivamente só começaria quando e se extrapolado o prazo de carência. Será um ajuste simples, porém, de muita relevância.

É preciso reconhecer o passo significativo que o Zona Azul representou no reordenamento do Centro da cidade. Antes do sistema de bilhetagem eletrônica, cada trecho de rua era disputado por uma legião de flanelinhas que cobravam valores diversos, causando atritos frequentes com motoristas, sem mencionar a profusão de estacionamentos irregulares improvisados por toda parte. Com o Zona Azul, o trânsito no Centro ficou mais organizado. Mas é evidente que o sistema precisa de ajustes, e a inclusão do período de carência é um deles. 

Também é preciso ressaltar que, assim como o Centro, os bairros também precisam de um choque de ordem. Em alguns pontos da cidade, a situação é simplesmente caótica, com calçadas tomadas por lojistas, caminhões descarregando cargas a qualquer hora, carros estacionados em fila dupla e até tripla, trânsito de empilhadeiras entre os veículos e trechos de rua ocupados por fretistas, apenas para citar algumas irregularidades. Este é o cenário na rua Brigadeiro Hilário, por exemplo, a popular Rua do Fuxico, no bairro Jorge Teixeira. O ordenamento precisa chegar à periferia.