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A Crítica
Opinião

Alerta de distúrbios climáticos

Basta as cheias do Rio Amazonas: houve uma cheia histórica em 1953, quando o nível do rio ultrapassou 29,6 metros. E desde 2009, já enfrentamos outras seis grandes cheias

Publicado em 08/05/2024 às 08h46
Alerta de distúrbios climáticos
Foto: Arquivo AC

O drama causado pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul é mais um alerta para eventos climáticos severos que podem atingir qualquer parte do Brasil, inclusive a Amazônia. Na verdade, o desequilíbrio climático já se instalou por aqui há tempos.

Basta observar a frequência das grandes cheias do Rio Amazonas: houve uma cheia histórica em 1953, quando o nível do rio ultrapassou 29,6 metros. A marca só se repetiria 23 anos depois, em 1976. Porém, desde 2009, já enfrentamos outras seis grandes cheias.

Infelizmente, a maior parte dos especialistas concordam que tais fenômenos extremos devem perdurar ainda por tempo inderteminado, de modo que precisammos nos antecipar e tomar providências.

O Amazonas parecer ter entendido esse alerta e o governo anunciou, em fevereiro, uma série de medidas de preparação para a cheia e também para a vazante. É inegável a intensificação de eventos climáticos extremos em todo o mundo, que nos obriga a pensar a respeito, não apenas no sentido de encontrar formas de prever tais catástrofes e mitigar seus efeitos, mas também de repensar nossa postura diante do aquecimento global e das mudanças climáticas.

No ano passado, especialistas do Painel Intergorvenamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apontaram uma relação entre as precipitações obversadas na região que englobra o Rio Grande do Sul desde a década de 1950 e as alterações climáticas provocadas pela ação humana. Uma resposta eficaz dependeria do esforço coordenado de todos os países para reduzir as ações que contribuem com o aquecimento.

Como algo assim, no atual cenário de conflitos internacionai, seria praticamente um milagre, resta-nos ajudar as vítimas no Sul da melhor  forma possível, tendo muito cuidado para evitar a ação criminosa de golpistas e outras pragas. A Federação Brasileira de Bancos (Febrabran) alerta que proliferam no país falsos pedidos de doações via pix, o que exige máxima atenção aos doadores na verificação de quem receberá os valores. 

Felizmente, também cresce uma ampla rede de solidariedade que envolve de pequenos comerciantes a grandes corporações: a entidade já contabiliza R$ 20 milhões em doações diretas da Febraban e dos bancos para auxiliar no socorro aos moradores.