As doenças e o efeito na economia
A pandemia COVID-19 atingiu em cheio a economia mundial e é principalmente por esse impacto que o assunto ganhou projeção em alto nível. É importante e necessário que medidas sejam tomadas para prevenir o avanço da doença e oferecer cuidados imediatos e adequados a fim de que as pessoas doentes possam ser tratadas, recuperadas e retornem à vida normal.
Os efeitos do novo coronavirus não podem ser tratados como coisa menor, a doença se alastra pelo mundo e, no Brasil, o número de casos já ultrapassam a cem. Em paralelo, as autoridades governamentais e do setor de saúde em nível nacional, estadual e municipal precisam igualmente intensificar ações no enfrentamento de outras doenças que respondem por adoencimentos e mortes em larga escala e que até hoje não foram tratadas dentro de um plano que atue continuamente em alta e baixa temporada.
São doenças como a tuberculose considerada de “alta carga” no Brasil pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Foram 95 mil casos em 2018 tendo as capitais Manaus e Rio de Janeiro as maiores incidências da doença; a dengue, com 91,1 mil casos confirmados em 34 dias do ano passado e crescimento estimado da ordem de 264%; o sarampo, com 18.203 casos e 15 mortes em 2019; a caxumba que somente no Rio de Janeiro aumentou em 130% no ano passado; a malária que tem na Amazônia 99% do total das ocorrências. No Amazonas, embora os estudos indiquem redução de 18% dos casos na comparação 2019/2018, a taxa de adoecimento permanece alta. Foram 63.361 notificadas com a doença no ano passado das quais 6,5 mil em Manaus.
Essas doenças têm vinculação com as condições de vida das pessoas e quanto mais a desigualdade e a precarização se aprofundam maior é a possibilidade de aumento do número de pessoas doentes. O impacto delas na economia não costuma ser tratado com destaque porque se trata de doenças de pobres e mais localizadas regionalmente. A dengue e a tuberculose avançaram no território brasileiro, entretanto são relegadas a um segundo plano na programação oficial de tratamento, com campanhas que têm o efeito questionado e falta de recursos financeiros para, nos municípios, podem ser enfrentadas antes, durante e depois.