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A Crítica
Opinião

As eleições na UEA e a produção do desenvolvimento

Publicado em 15/03/2022 às 04h53 · Atualizado em 16/03/2022 às 11h57
As eleições na UEA e a produção do desenvolvimento
Foto: A Crítica

A comunidade universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) escolherá, no dia 20 deste mês, os novos dirigentes da instituição. A eleição é processo importante também nas instituições universitárias porque reafirmam a democracia interna e a expõem para que seja continuamente refinada e pelo desenho de universidade que se quer ver construído em nível estadual.

A UEA cumpre função estratégica para o ecodesenvolvimento do Amazonas e na superação de assimetrias só existentes em lugares onde a falta de oportunidade é considerada normal. UEA e Universidade Federal do Amazonas (UFAM) são instrumentos de ação e de reação a esse tipo de desigualdade estrutural que persiste há muitas décadas. Por meio das duas instituições públicas de ensino superior, é possível agir pela educação para alterar realidades que, aliás, já deveriam ter sido superadas.

Ao governo estadual, a UEA é ferramenta de atuação em várias direções que estão sintonizadas com a garantia de acesso de milhares de jovens ao ensino superior, a ampliação de quadros de profissionais, a produção da pesquisa e a constituição de massa crítica. Passa pelo perfil da administração institucional levar adiante, revigorar, ampliar ou manter em ritmo lento as ações da universidade.

A maioria dos governos do Brasil tem dificuldade em perceber a importância das universidades públicas ou efetivamente não as quer funcionando bem. São anos seguidos de ataques, de impedimentos e de encurralamento que afetam diretamente a autonomia das instituições. O que se verifica na atualidade é a fuga de cérebros que se veem interditados pela política nacional destinada a esses centros universitários e institutos de pesquisa.

No Amazonas, pelo tamanho territorial e as características da região, o número de universidades é insuficiente. Se podemos afirmar que houve avanço real com a interiorização da UFAM e a criação da UEA, faz-se fundamental a expansão e a manutenção de um programa de proteção às unidades existentes com melhoria das condições. É grande a quantidade de jovens que espera por essa chance e eles a terão na medida em que os administradores eleitos estejam comprometidos em fazer valer a universidade em todo o Estado e superar, a partir da gestão de compromissos e de produção de referências no imaginário da sociedade, a indisposição de governantes no trata dessa questão, e não de aceitação do descaso.