Associação Amazonense de Municípios sai da órbita de Eduardo Braga
Aliado de Wilson Lima, prefeito Anderson Sousa foi eleito presidente com o apoio do governador
Até então presidida pelo emedebista Jair Souto (MDB), prefeito de Manaquiri e aliado de longa data do senador Eduardo Braga, a Associação Amazonense de Municípios (AAM) terá como novo presidente um aliado do governador Wilson Lima (União): o prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Sousa (União), foi eleito ontem por aclamação para o biênio 2023-2024, em chapa única que se inscreveu. Souto estava na presidência desde o fim de 2020, quando se elegeu por 16 votos após a renúncia de Júnior Leite (União), de Maués.
Chapa
A chapa eleita para a AAM tem como vice-presidente o prefeito Roberto Frederico (Novo Airão); 1º secretário Andresson Adriano (Autazes); 2º secretário Júnior Leite (Maués); 1º tesoureiro José Claudenor (Urucurituba); e 2º tesoureiro José Maria (Juruá).
Apoios
Trinta e sete prefeitos compareceram à assembleia no Comfort Hotel, na capital, entre eles David Almeida (Manaus), Beto D’Ângelo (Manacapuru) e Bi Garcia (Parintins).
União
À coluna, Anderson Sousa disse que se candidatou a pedido de Wilson Lima, que, ao ser reeleito, deu a senha para a unificação da entidade ao dizer que, acabada a eleição, ele seria governador de todos, dos que votaram nele e de quem não votou também. “Ele deu o recado muito claro ali de que estava querendo uma associação que pudesse ter os prefeitos junto com ele para construir um novo momento para o estado. E é isso que nós estamos fazendo”, disse.
São tantas…
A última sessão do ano e da atual legislatura da Assembleia Legislativa do Amazonas, ontem, marcou as despedidas de deputados que não conseguiram se reeleger. Discursaram: Serafim Corrêa (PSB), Tony Medeiros (PSD), Dermilson Chagas (REP) e Saullo Vianna (União), que foi eleito deputado federal.
…emoções
A despedida do “Sarafa” arrancou lágrimas de Dermilson Chagas e de Abdala Fraxe (Avante). “A partir de 1º de fevereiro de 2023, a lacuna da sua ausência será sentida por todos”, disse Abdala Fraxe, com a voz embargada. “Você é um homem de bem, que merece o respeito de toda classe política amazonense”, disse presidente da Casa, Roberto Cidade (União).
Não saio
Serafim, que aos 75 anos havia dito que não disputaria uma nova eleição, disse que fica sem mandato, mas não sai da política. “Como diria o José Sarney, a política tem porta de entrada, mas não tem porta de saída”, disse.
Sugestão
O líder da oposição, Wilker Barreto (Cidadania), propôs ao governo que aproveite a experiência de Serafim Corrêa para que ele atue na interlocução do Poder Executivo com o Poder Legislativo. Muitos problemas nessa relação, disse Wilker, poderiam ser resolvidos com diálogo e Serafim teria esse perfil para lidar com os deputados.
Memória
Ao cumprimentar Serafim, Alessandra Campêlo (PSC) teceu elogios e, bem mais jovem, disse que eles não eram da mesma geração. Em tom de brincadeira, Sinésio Campos (PT) rebateu. Disse que, desde quando Serafim foi secretário na 1ª gestão de Arthur Neto (PSDB) na prefeitura (1989-1993), ela já era militante política – à época do PCdoB. “Estava na rua”, lembrou Sinésio. “Quebrando ônibus”, emendou Serafim.
Cadê Belão?
Belarmino Lins (PP) foi ausência sentida ontem no Plenário. Havia um acordo para que ele, que por várias vezes presidiu a Casa e neste ano decidiu não disputar mais a reeleição, presidisse a última sessão da legislatura.