Atenção contra retrocessos
Profissionais da enfermagem desempenham uma variedade de funções cruciais, desde administração de medicamentos até suporte emocional para pacientes e famílias.
A garantia de margem orçamentária para o pagamento do piso salarial da enfermagem – recém-aprovado pelo Congresso Nacional – é um necessário reconhecimento a esses profissionais que são essenciais ao sistema de saúde. Trabalham longas horas, muitas vezes em condições estressantes e desafiadoras, para garantir que os pacientes recebam os cuidados e a atenção necessários. Além disso, eles desempenham uma variedade de funções cruciais, desde administração de medicamentos até suporte emocional para pacientes e famílias.
Embora o trabalho dos enfermeiros seja extremamente importante, muitas vezes eles são mal remunerados em comparação com outros profissionais de saúde. Isso é especialmente verdadeiro em países onde o sistema de saúde não valoriza adequadamente o papel dos enfermeiros. Como resultado, muitos enfermeiros enfrentam baixos salários, longas horas de trabalho e falta de recursos para fazer seu trabalho adequadamente.
A remuneração adequada dos enfermeiros é fundamental para garantir que o sistema de saúde possa atrair e reter enfermeiros talentosos e experientes, além de fornecer a eles os recursos necessários para fornecer os melhores cuidados possíveis aos pacientes. Além disso, a remuneração adequada dos enfermeiros também é importante para valorizar e reconhecer o papel essencial que eles desempenham no sistema de saúde e na sociedade em geral.
O aporte de recursos para ajudar a pagar o piso se limita ao setor público. A rede privada terá que encontrar formas para cumprir o novo padrão remuneratório.
Impossível implementar uma mudança tão significativa em todo o País sem que haja turbulências.
O setor privado já indicou que poderá demitir profissionais caso a obrigatoriedade do piso seja mantida. Natural que os estabelecimentos privados resistam ao que consideram mero aumento de despesas. Mas o ajuste de mercado acontecerá. O novo piso é uma realidade e prevalecerá, apesar das resistências iniciais. No entanto, profissionais, entidades de classe, parlamentares e demais interessados precisam ficar atentos para evitar movimentos que podem ser danosos à classe. A própria legislação trabalhista em vigor após as mudanças promovidas na última reforma, abre brechas para o que especialistas chamam de “uberização” do serviço. Algo assim não pode acontecer. Uma grande conquista não pode se transformar em precarização.