Aumento de arma de fogo na Amazônia
Estimativa do Instituto Igarapé aponta crescimento de 219% na comparação entre os dois últimos anos
O número de registros de armas de fogo na Amazônia está muito elevado. Estimativa do Instituto Igarapé aponta crescimento de 219% na comparação entre os dois últimos anos e com projeção de aumento este ano.
O armamento de pessoas na Amazônia demonstra o avanço dos conflitos e das mortes e o agravamento das relações sociais nas cidades amazônicas. Hoje, na região, a tensão provocada por grupos que atuam ilegalmente representa um problema sério tanto nacional quanto internacionalmente.
Comunitários, pequenos agricultores e indígenas estão sendo expulsos dos locais onde vivem e de onde retiraram seus sustentos e os que reagem vivem sob ameaça de morte ou são mortos.
Quando os estudos apresentam a expansão do uso de armas de fogo no Brasil e, principalmente na Amazônia, o que também está projetado, no caso brasileiro, é um dado desdobrado em alguns aspectos: ter a sensação de maior segurança, executar o ato de defesa e de justiça pelas próprias mãos, impor posições, ignorar o que é constitucional e agir à força para garantir seus próprios interesses.
Há indicadores de que o caminho das armas de fogo na Amazônia tem o destino de fortalecer organizações criminosas e grupos de empresários que têm envolvimento com agentes que descumprem a legislação nacional como madeireiros, pescadores, garimpeiros e caçadores.
Enquanto a obtenção de armas é facilitada pelo governo do País, a garantia de proteção das famílias, comunidades, dos cidadãos já deteriorada torna-se mais frágil. A falta de resposta governamental adequada no enfrentamento desse quadro gera mais desconforto e instabilidade à população que se declara órfã da atenção do Estado e, com frequência, vivendo a dor de perdas de familiares.
A sociedade brasileira e a amazônica, diretamente, os representantes dos setores produtivos e das instituições estão convocados, diante dessa realidade, a agirem em busca de posicionamento responsável e imediato pelo governo. Assistir a expansão do armamento, dos confrontos e dos assassinatos é ser cúmplice de tragédias ora anunciadas cuja consequência não está sendo mensurada nesse momento.
Falta a informação, de interesse público, sobre o perfil dos que adquiriram as armas, quais negócios realizam e os caminhos desses equipamentos que área, por exemplo, na Amazônia, concentra o maior contingente de armas.