Manaus ter, 20 out
A Crítica
Opinião

Baixa cobertura vacinal coloca o Brasil em risco

Crianças, adolescentes e jovens sem a cobertura vacinal adequada, outros que sequer receberam vacinas básicas

Publicado em 29/12/2022 às 11h49
Baixa cobertura vacinal coloca o Brasil em risco
Foto: Agência Brasil

O baixo índice de cobertura vacinal em nível nacional e estadual é um dos problemas para ser encarado imediatamente. Não somente pela persistência da Covid-19 que permanece fazendo vítimas, internações e óbitos, mas por outras doenças como meningite e as gripes contagiosas e igualmente atingindo muitas pessoas.

A falta de estímulo à vacinação gerou o cenário brasileiro atual. Crianças, adolescentes e jovens sem a cobertura vacinal adequada, outros que sequer receberam vacinas básicas. A tentativa de desacreditar e desmobilizar a população quanto à necessidade de manter as vacinas em dia deu certo e conseguiu promover no imaginário de parte da sociedade a ideia de que vacinar é correr riscos.

Os governos, federal, estaduais e municipais, têm a tarefa de reverte o quadro grave e retomar as campanhas criativas pelas vacinas. Essa ação é um dos trabalhos bem-sucedido do País que se tornou referência no mundo e, lamentavelmente, o próprio governo ocupou-se de desmontar as bases e desacreditar o bom resultado da vacinação atribuindo à atitude uma ameaça contra a própria população.

Interesses de ordens diversas, como religioso, político e econômico, passaram a ser parte de impacto na tomada de decisão governamental na área da vacinação. O saldo deixa o Brasil em situação difícil interna e externamente, aumenta a vulnerabilidade, a possibilidade de surtos e epidemias de várias doenças. É preciso recordar que nesse ambiente vulnerável existem regiões, como o Norte do País, que vivem com endemias entre as quais a malária e a dengue.

O governo que toma posse no dia 1º de janeiro estará diante dessa realidade, do espaço confuso e contaminado sobre a produção de vacinas no País, a compra do produto de outros países e o nível de alcance efetivo da vacinação. É um trabalho árduo e delicado que pede pressa para evitar a explosão de pessoas doentes e em sofrimento com dificuldades para obter atendimento médico, leitos nos hospitais. Vacinadas, comprova a ciência, as pessoas aumentam o nível de proteção e de recuperação mais rápida se acometidas por uma dessas doenças.

Em larga escala, o adoecimento de parcela da população afeta diretamente a economia brasileira, logo considerar a importância da saúde pública e torná-la eficiente é promover investimentos seguros na nação.