Bem-estar é principal indicador para mudança de emprego
A procura por mudança no emprego tem na base a vontade de melhorar a remuneração, desenvolver carreira e qualidade de vida
Pesquisa realizada em novembro de 2025, revela que 61% dos profissionais projetam buscar nova oportunidade de trabalho neste ano de 2026. O estudo, feito pela consultoria global Robert Half, divulgado pela Forbes Brasil com atualização em 7 de janeiro, aponta avanço de 7% em 12 meses.
A procura por mudança no emprego tem na base a vontade de melhorar a remuneração, desenvolver carreira e qualidade de vida. Na lista dos profissionais que têm como meta um novo emprego neste ano, 72% dos entrevistados declararam que pretendem permanecer no mesmo campo de atuação. Na pesquisa, as motivações mais citadas para sair do trabalho atual são: a busca por oportunidades de crescimento (45%), melhor remuneração (42%), novos desafios (31%), modelos de trabalho remoto ou híbrido (31%) e pacotes de benefícios mais atrativos (29%).
No outro eixo, o estudo revelou que 28% dos profissionais que querem viver outras experiências profissionais em 2026 analisam fazer transição de carreira para outras áreas, liderada por fatores financeiros (63%), qualidade de vida (39%) e realização pessoal (29%). Para analistas da área, alguns fatores aparecem nessa projeção, tais como bem-estar, desenvolvimento e flexibilidade só tendem a ganhar ainda mais peso nas decisões a serem tomadas daqui para a frente, “mesmo que as formas tradicionais de recompensa sigam sendo relevantes”.
No Brasil, em um cenário onde o desemprego vive o mais baixo nível, mudar de trabalho, viver novas experiências e assegurar outro nível de bem-estar, profissionais sentem-se mais confiantes para buscar mudanças que possam representar a conquista dessas metas. De acordo com estudos nessa área, a sensação de estabilidade ora experimentada possibilita ousar e enfrentar desafios para encontrar emprego que amplie o nível de satisfação pessoal.
Desenvolver novas habilidades é uma das recomendações de especialistas aos que querem ter um novo emprego. A postura, apontamos estudiosos, tende a gerará visibilidade e agregar valores ao profissional, incluindo o de remuneração. Ampliar o espaço de busca é outra indicação feita.
O desemprego no Brasil, de acordo com pesquisa do IBGE, caiu, em 2025, para 5.4%, o menor índice da série histórica medido desde 2012. Pessoas com 60 anos ou mais trabalhando somam 8,3 milhões de indivíduos no país – um recorde de ocupação desde 2012 desse grupo etário.