Covid: Atenção para alertas de especialistas
Estado é um dos que voltou a fase vermelha da pandemia de covid-19, o que representa risco alto de contágio
O Amazonas volta a ser um dos três estados brasileiros na cor vermelha, o que significa risco muito alto dentro do padrão de classificação para adoção de medidas restritivas, que segue orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à pandemia da Covid-19.
As campanhas, principalmente as de iniciativa dos governos e também de outros setores da sociedade e do segmento empresarial precisam ser mais incisivas para evitar que Manaus e outros municípios de fato sejam obrigados a adotar restrições. É escancarado o abandono das medidas de prevenção, como a do uso de máscara e na maioria dos ambientes de acesso do grande público – shoppings, supermercados, lojas de departamentos, feiras em lugares fechados, escolas e até farmácias – a oferta do álcool em gel sumiu. Nos condomínios com elevadores onde um dispenser poderia ser facilmente acionado por moradores e visitantes quando existe não tem o produto.
No setor de transportes, ônibus, taxi, uber e aviões o ambiente de relaxamento aos pequenos atos de prevenção à Covida-19 é de aproximadamente cem por cento nas diferentes faixas etárias. Crianças que sequer foram vacinadas são um dos públicos mais suscetíveis e que, pela falsa ideia de que não correm risco de contaminação, estão em completa exposição ao vírus e suas variantes.
Os níveis divididos por uma paleta de cores que traduz em: baixo (verde), moderado (amarelo), alto (laranja) e muito alto (vermelho), são determinados pela taxa de ocupação dos leitos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) da rede pública estadual de saúde e pelo índice de crescimento da doença nos municípios. É um dos protocolos desenvolvidos a partir de uma série de procedimentos científicos internacionais e nacionais referenciados pelos mais renovados especialistas na área.
A aplicação desse procedimento permitiu a tomada de decisão, mesmo que no Brasil o processo tenha sido atabalhoado e moroso na primeira onda e início da segunda, para situar a importância da vacinação, reduzir o número de pessoas internadas e de óbitos. As variantes e subvariantes, como é a QB.1, subvariação da Ômicron, que está presente no Amazonas, são algumas das situações que pedem providências mais ágeis, iniciativas que funcionem e impeçam Manaus e demais cidades amazonenses de viverem novo tempo de sofrimento sequer superado e de restrições mais severas.
Os especialistas que atuam no Estado e os que atuam em outras regiões brasileiras estão alertando o tempo todo da urgência na tomada de decisão. Que sejam ouvidos.