CPI da Semcom pode ocorrer depois das eleições
A proposta partiu do Republicanos, partido que recentemente passou a integrar a base do prefeito David Almeida (Avante) e tem dificultado a vida da oposição.
O colégio de líderes da Câmara Municipal de Manaus (CMM) estuda o adiamento da CPI da Semcom para depois das eleições. A proposta partiu do Republicanos, partido que recentemente passou a integrar a base do prefeito David Almeida (Avante) e tem dificultado a vida da oposição.
O presidente da CMM, Caio André (Podemos), tem negado essa possibilidade, mas a confirmação das tratativas vem inclusive do autor do requerimento de criação da comissão, o vereados William Alemão (Cidadania).
Só depois do pleito Novo líder do Republicanos, Roberto Sabino confirmou que propôs o adiamento do início dos trabalhos da CBI para evitar palanque eleitoral. “Sou aliado do prefeito”, disse ele quando questionado como a bancada irá se comportar com o partido dividido entre o apoio a David e ao presidente da Ale-AM, Roberto Cidade (União).
Demora William Alemão lamentou que a Casa considere postegar os trabalhos da CPI, que teve assinaturas necessárias para instalação alcançadas há mais de um mês. Ainda haverá uma reunião do colégio de líderes para decidir se a investigação fica ou não para depois das eleições.
Pirotecnia eleitoral O líder do prefeito, Eduardo Alfaia (Avante) negou envolvimento na negociação que freia a instalação da CPI, mas defendeu que o calendário fique para o pós-pleito para que a comissão não seja palco para “pirotecnia eleitoral”.
“Manda quem pode” À coluna, Roberto Sabino esclareceu que mesmo o Republicanos anunciando futuramente uma apoio à Roberto Cidade, ele não subirá no palanque do presidente da Ale-AM e reforçou que todas as decisões da bancada são ordens de instâncias superiores do partido. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, resumiu ele.
“Vou seguir” O vereador Jaildo Oliveira, presidente municipal do Partido Verde, disse ao SIM&NÃO que apesar da garantia da Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) de que não expulsará os membros que não derem apoio ao candidato majoritário da aliança ele vai seguir o que foi determinado.
“Vou seguir 2” Jaildo, que chegou a subir no palanque de Cidade no evento de lançamento da pré-candidatura, escolhe o caminho diferente, e menos arriscado, que o presidente estadual do PV, Carlinhos Bessa, que pediu autorização da executiva nacional para ajudar o amigo de parlamento. “Eu vou seguir com a federação”, afirmou Jaildon ontem.
Não é para mim Em respota a cartazes de professores da rede pública que pediam maior margem de recopomsição salarial durante um evento na zona Leste, o prefeito David Almeida declarou que quem deve aos professores é o governo.
Não é para mim 2 David se dirigiu à servidora com uma placa que dizia “prefeito, respeite os professores” e afirmou que não deve data-base para os docentes e que, inclusive, pagou valores atrasados das gestões anteriores. “Fiquem tranquilo, que esse recado não é para mim. Quem deve os professores não é a prefeitura, é o governo”, cutucou o prefeito ao fim do discurso.
Dívida ativa O deputado estadual, Adjuto Afonso (União) vai acionar a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-AM) para acelerar a regulamentação da lei 6298/2023, aprovado no fim do ano passado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. A legislação versa sobre as transações tributárias e permite que o estado possa negociar os débitos que estão na dívida ativa com a isenção de juros e multa.