Cultura do respeito é voto-exercício para 2022
O que desejar a um povo, uma sociedade, a cada pessoa em um final de ano? A resposta é diversa e será dada a partir da percepção de cada indivíduo. A diversidade dos desejos manifestados em votos pode ser possível desde já nos jogos de linguagem nas redes sociais, uma posição soa como fundamental: que as pessoas, todas elas, tenham vida digna.
O novo ano que chega recepcionado por números ruins quando decifrados pela noção de qualidade de vida. A vida da maioria dos brasileiros e, em particular dos amazonenses, não está boa, tem déficit de praticamente tudo. A palavra atenção acolhe muito dessas faltas, pois, não houve o cuidado em colocar em prática uma política de atenção às pessoas.
A farra demonstrada nesses últimos dias de 2021 por parte dos legisladores (Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal) demonstra que há dinheiro para bancar determinadas despesas questionáveis, cujo valor foi ampliado, e determinados privilégios. Não é diferente em outros poderes. O retrato que fica é que o drama social não importante, apenas é utilizado em discursos para fazer de conta.
O presidente da República ao decidir, em acordos custeados com a verba pública, que uma categoria de servidores terá aumento salarial e todas as demais ficarão mais um ano sem reajuste, sobre precatórios, o remanejamento de recursos de determinadas pastas para outras, demonstra que pouco importa conter os gastos públicos e parcimônia. Prevarica com o sim de uma base financeira aliada.
Há um grito para que 2022 chegue logo. Um grito que para a maioria dos brasileiros vem da dor em mistura com a esperança de no novo ano a situação mudar. Que a desiguldade instalada no país em sua versão mais profunda possa ser enfrentada com responsabilidade. Não tem mágica nesse cenário, a vontade política e a negociação decente para envolver os poderes em um projeto nacional de recuperação do Brasil é a saída em médio e longo prazo.
O efeito nas pessoas dessa política de caráter destrutivo será experimentado por um longo período, onde aquilo que há de pior no humano ganhou liberdade para ser apresentado e projeto como modelo de vida. A humanidade dos humanos ficou encolhida, como plantinha sem água, murchou, encolheu-se. Pede ações que a protejam como valor universal e local e a estimulem a viver plenamente. Que a cultura do respeito ao outro se faça o desejo exercitado neste ano novo.