Manaus seg, 19 out
A Crítica
Opinião

De olho nas obras do Distrito

Publicado em 30/04/2019 às 11h43 · Atualizado em 13/03/2022 às 20h28
De olho nas obras do Distrito

Antes tarde do que nunca, tudo indica que finalmente as obras de revitalização das ruas do Distrito Industrial de Manaus vão sair do papel. A licitação realizada pela Prefeitura de Manaus, com recursos federais, já tem vencedores e os trabalhos devem começar em maio. A sociedade amazonense aguarda por essas obras há tanto tempo e já viu tantas notícias de que “agora vai” que fica até difícil acreditar que agora o projeto vá mesmo acontecer.

Pelo tempo que Manaus espera por essa obra, e por toda a longa novela que se arrasta há muitos anos, este tem que ser o último capítulo. Neste que, sem dúvida, é um dos momentos  mais delicados da história da Zona Franca, a questão da qualidade das vias do Distrito Industrial precisa ser um fator positivo na atração de novos investimentos, algo que nosso modelo industrial precisa mais do que nunca. Precisamos mostrar ao País que os amazonenses sabem cuidar e valorizar seu próprio patrimônio.

Não faz muito sentido os deputados e senadores do Estado esbravejarem sobre a importância da ZFM em Brasília, quando permitimos passivamente que as ruas do Distrito permaneçam na situação lastimável que se encontram. Para reduzir as possibilidades de atrasos nas obras e qualquer tipo de desvio legal no empreendimento, é indispensável  fiscalização atenta e  permanente por parte da sociedade, representada nas instituições interessadas. Ministério Público, entidades ligadas à indústria e ao comércio, além do poder Legislativo e órgãos de controle, têm a obrigação de acompanhar o andamento dos trabalhos.

Vale lembrar que asfalto é coisa séria em Manaus. Além de fator decisivo em eleições, também parece ser uma forma de desviar recursos públicos. Há evidências concretas de que asfalto sem qualidade é aplicado nas ruas da capital como mero paliativo, com tempo de vida pré-determinado, para que os serviços tenham que ser novamente realizados em um ciclo infindável que demonstra, no mínimo, irresponsabilidade no uso de recursos públicos. Inúmeras vias na Zona Leste estão aí como exemplos disso.

É hora de dar um basta. As obras no Distrito Industrial podem ser um marco na história da capital, com uso de materiais de qualidade inquestionável, que resistam aos rigores do nosso inverno e ao tráfego pesado que o Distrito exige. A ZFM precisa ter ruas que reflitam a relevância do modelo para o Amazonas e para o Brasil. Não podemos perder essa oportunidade.