De volta com os casos de Covid-19
Em uma semana foram mais de 500 casos registrados
Nos últimos sete dias foram registrados 572 casos de Covid-19 e 1.010 pessoas estão em isolamento familiar. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Drª Rosemary Costa Pinto e confirmam a tendência de alta da doença no mês de janeiro com 41.892 confirmados.
Não há registro de óbito por Covid-19 na última semana. Mas, o adoecimento em larga escala produz uma série de efeitos pessoais e familiares com o sofrimento dos doentes, preocupação dos parentes e amigos, gastos, ausência no trabalho e representa reforço na circulação do vírus. Uma parcela de pessoas decidiu, por razões diversas, não se vacinar e ou não completar o tratamento preventivo com as doses seguintes da vacina.
O quadro de casos no Amazonas mostra o quanto é necessário retomar e reforçar os procedimentos preventivos, como o uso de máscara e a lavagem das mãos principalmente nos ambientes fechados e de aglomeração. Os próximos dias deverão ser de intensificação das folias de carnaval, com os bailes, desfiles de blocos, encontros de grupos de amigos em clubes e ou residências para ‘brincar carnaval’. Esses são espaços que precisam ser percebidos como de risco e, por isso, exigem cuidados por parte de cada pessoa, e dos órgãos públicos com campanhas preventivas e intervenções de advertência, ampliando pontos de fornecimento de álcool gel adequado, máscaras.
A vacina oferece a possibilidade de lidar com a doença com resultados mais eficientes. A maioria dos indicadores e o monitoramento cientifico na área comprovam que a vacinação é o caminho mais correto tanto no caso da Covid-19 quanto de outras doenças para as quais já existem esse tipo de imunizante. Há disponibilidade de vacina na rede pública de saúde, o desafio é sensibilizar as pessoas para que se vacinem tanto os que não quiseram fazê-lo quanto os que tomaram apenas uma, duas doses.
Manaus que viveu um dos episódios mais cruéis durante a pandemia do Covid-19, exatamente no dia 14 de janeiro de 2021, com a falta de oxigênio na cidade que levou a morte de 176 em um dia. Foram registrados 3.816 casos em prazo de 24 horas, naquele período, e, nas duas primeiras semanas de janeiro, foram 1.654 óbitos. Que a tragédia de 2021 sirva de lição.