Economia resiliente
O desempenho da Zona Franca de Manaus contribuiu para o avanço da economia brasileira, sendo que a indústria nacional cresceu 2,8% no período, assim como o setor de serviços, que avançou 3%.
A alta de 2,5% no PIB brasileiro no primeiro trimestre, segundo revela o IBGE, é uma demonstração da resiliência da economia brasileira, que consegue evoluir, ainda que a passos lentos, e diante de uma porção de fatores adversos tanto no cenário interno como no externo. Praticamente todos os segmentos da economia apresentaram melhora, alcançando resultado que supera as projeções da maior parte dos analistas. O desempenho da Zona Franca de Manaus contribuiu para o avanço da economia brasileira, sendo que a indústria nacional cresceu 2,8% no período, assim como o setor de serviços, que avançou 3%.
Um dos aspectos que se observa é o fato de que o mercado, notoriamente mais alinhado à direita, respondeu com frustração ao resultado das urnas em 2022, segurando investimentos e aguardando para avaliar os novos direcionamentos. Passado um ano da nova gestão, o que se viu é que, em termos práticos, não houve mudanças radicais na condução da economia. A política industrial segue no mesmo rumo, e o mesmo pode se dizer do agronegócio, apesar de ser este um dos poucos setores a apresentar queda no resultado divulgado pelo IBGE.
Ocorre que alguns produtos agrícolas que têm safras significativas no primeiro trimestre, como soja, milho, fumo e mandioca, apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, o que se deve mais a questões climáticas do que a ações governamentais.
Também é importante ressaltar que a agropecuária brasileira, infelizmente, sofrerá com a tragédia que se abate sobre o Rio Grande do Sul. É certo que haverá impactos no PIB, uma vez que aquele Estado responde por mais de 6% do PIB nacional, com relevante contribuição em setores como pecuária, comércio e serviços, o que acentua a necessidade de apoiar o Estado em seu processo de reconstrução. A recuperação do Rio Grande do Sul interessa a todo o País, não apenas do ponto de vista humanitário, mas também pelo peso daquele Estado na economia nacional.