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A Crítica
Opinião

Educação exige outra conduta

Publicado em 28/02/2019 às 12h12 · Atualizado em 13/03/2022 às 20h45
Educação exige outra conduta

O déficit de escolas públicas, a precarização de parte das escolas existentes  e a busca incessante para a construção de um plano exitoso de política pública de educação no País deveriam ser o foco de atuação do Ministério da Educação a partir da liderança do representante da pasta. Não é esse o caso brasileiro, pelo contrário, o ministro Ricardo Vélez Rodriguez emenda declarações e posicionamentos que indicam para o encolhimento da função ministerial e da educação.

O ministro parece não se importar em perder tempo com questões que deveriam ter sido vencidas e enfrentar os problemas de fundo da educação brasileira. Até hoje, em inúmeras cidades brasileiras, das pequenas às metrópoles, por iniciativas das gerências escolares públicas e privadas, em clima ameno, centenas de crianças cumprem um movimento calendário naquilo que ficou convencionado como Semana da Pátria. Pais, mães, tios, avós, padrinhos costumam participar desses momentos, se emocionarem com o desempenho dos estudantes parentes, registrar em profusão de fotos e, juntos, cantarem o hino nacional. 

No Brasil, não é exatamente o exercício que o ministro propõe, por meio de carta e em tom de orientação ministerial, o que falta. É lamentável constatar que o ministro, no afã de prestar contas apressadas ao chefe, crie situações vexatórias, retrógradas e desnecessárias. Nessa mais recente briga patrocinada, Vélez Rodriguez demonstra desconhecer aspectos legais (como o relacionado ao direito e proteção de imagem) e as práticas escolares do País e, mesmo assim, dispara documentos como se estivesse de posse de dados atualizados e confiáveis. Os brasileiros, há muito tempo e nos mais distintos acontecimentos, das crianças aos mais adultos, cantam o hino nacional, se emocionam ao fazê-lo com o olhar direcionado à Bandeira do Brasil e costumam dar show em suas exibições. Logo, essa missão, independente da orientação ministerial, já é realizada em espaço democrático.

A tomada de posição de secretários estaduais e municipais de Educação do País é uma resposta justa, correta e necessária ao gesto do ministro. Mostra que o MEC tem demandas sérias para enfrentar e que a pessoa responsável pelo comando do ministério precisa aprender a dialogar, aprofundar seus conhecimentos sobre o Brasil e insistir em uma atuação noutra direção, a do respeito. Afinal, a questão é Educação.