Enfrentar a dengue pede reforço no Amazonas
No período de setembro de 2022 a 12 de janeiro de 2023, o Estado registrou 4.787 pessoas acometidas pela doença
Na última semana, foram registrados 167 casos de dengue no Amazonas. No período de setembro de 2022 a 12 de janeiro de 2023, o Estado registrou 4.787 pessoas acometidas pela doença, de acordo com informações da Fundação de Vigilância em Saúde Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
É no interior do Amazonas que ocorre o índice mais elevado de contaminação pelo mosquito transmissor da dengue, como mostra o controle feito pela FVS. De uma lista dos dez municípios com maior número de casos, Benjamin Constante, no Alto Solimões, lidera, com 3.835,3 no período mencionado. Jutaí, em segundo lugar, aparece com 1.797,7 pessoas acometidas pela dengue.
A situação preocupa e pede maior atenção dos órgãos de saúde dos governos a fim de reforçar as orientações de prevenção à dengue e de cuidados médicos adequados aos que estão doentes. A FVS pede à população que atue diretamente no combate aos focos de transmissão principalmente nos locais de acumulo de água que são ambientes de proliferação do mosquito transmissor.
No Brasil, o combate à dengue desafia os agentes de saúde e as campanhas de prevenção. No ano passado, o país registrou 978 mortes pela doença e estima-se que a cada minuto quatro pessoas são acometidas pela dengue. Nas áreas onde a ocorrência de contaminação é historicamente maior, a doença está ligada às condições precarizadas de vida, o que significa não apenas moradia e entorno inadequados, como vários locais transformados em depositório da larva do mosquito, e dificuldade de atenção médica.
As campanhas de prevenção, por vezes, não alcançam as populações mais vulneráveis e, nesse contexto, precisam ser reinventadas, utilizar cada vez mais a criatividade, o indicador local de referência para que sensibilizadas essas pessoas possam ser guardiões da prevenção em casa, no trabalho, na escola, no lazer.
O sofrimento dos que adoecem, o impedimento de ir e vir pelo adoecimento somam-se a uma série de prejuízos. O mais grave deles é o risco de morte. Em um cenário em que várias doenças são uma realidade, a dengue torna-se mais uma preocupação que precisa ser percebida e enfrentada o mais coletivamente possível, a fim de minimizar as consequências do avanço da doença em meio as mutações da Covid-19 que permanece.