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A Crítica
Opinião

Esforço contínuo

As mulheres ganham cerca de 20% menos do que os homens – e a diferença salarial entre os gêneros segue neste patamar elevado mesmo quando se compara trabalhadores do mesmo perfil de escolaridade

Publicado em 02/02/2023 às 09h39
Esforço contínuo
Foto: Agência Brasil

A desigualdade de gênero refere-se ao tratamento ou percepções desiguais de indivíduos com base em seu gênero. Abordar a desigualdade de gênero é primordial em um país como o Brasil, onde ainda recaem sobre as mulheres a maior parte das tarefas domésticas. 

Além, disso, as mulheres ganham cerca de 20% menos do que os homens – e a diferença salarial entre os gêneros segue neste patamar elevado mesmo quando se compara trabalhadores do mesmo perfil de escolaridade e idade e na mesma categoria de ocupação.

A busca pela igualdade requer uma abordagem multifacetada que inclui, por exemplo, mudança de atitudes culturais. É preciso incentivar as pessoas a desafiar 
os estereótipos e preconceitos de gênero. Neste caso, promover a igualdade de 
gênero na mídia, na educação e no iscurso público pode ajudar a mudar as atitudes.

Também é preciso defender leis e políticas de igualdade de gênero. O Brasil precisa aprimorar leis e políticas que promovam a igualdade de gênero, como pagamento igual para trabalho igual, licença parental para mães e pais e acabar com a discriminação na contratação e nas promoções.

Promover a educação e o empoderamento das mulheres, proporcionando a meninas e mulheres acesso igualitário à educação e ao treinamento, bem como promover o empoderamento econômico e político das mulheres, deve ajudar a reduzir a desigualdade de gênero.

Outra importante etapa é abordar o preconceito de gênero no local de trabalho, promovendo a diversidade e a inclusão, implementando políticas antidiscriminação e fornecendo treinamento para aumentar a conscientização pode ajudar a criar um ambiente de trabalho mais igualitário.

Incentivar os homens a serem aliados dessa tarefa, que precisa de muito esforço e resiliência, é outro fator que pode fazer toda a diferença. É preciso, ainda responsabilizar indivíduos, organizações e governos pela discriminação e violência de gênero.
Essas estratégias exigem esforço sustentado e cooperação de indivíduos, instituições e governos. Criar uma sociedade mais igualitária para homens e mulheres requer compromisso e ação contínuos de todos os membros da sociedade.