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A Crítica
Opinião

Esforço por energia limpa

Publicado em 31/03/2023 às 09h05
Esforço por energia limpa

A decisão do governo de zerar ou os impostos cobrados sobre painéis solares – publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29), veio com a expectativa de que a isenção estimule o investimento em infraestrutura verde e em novas usinas de energia solar pelo País. Pela menos é isso que espera o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A isenção vale até 31 de dezembro de 2026. Não serão cobrados Imposto de Importação, IPI e Pis/ Cofins. Vale para as empresas que fazem parte do Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores). 

De fato, o Brasil – especialmente a Região Norte – possui um grande potencial para a geração de energia solar devido às suas condições climáticas favoráveis, com alto nível de irradiação solar em todo o território. Nos últimos anos, houve um aumento significativo na utilização da energia solar no País. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a capacidade instalada de geração distribuída de energia solar no Brasil atingiu 6,9 GW em fevereiro de 2022, ou seja, quse triplicou em relação a 2019.

Além disso, o Brasil tem investido em projetos de grande escala de energia solar, como a construção de parques solares. Em 2021, o País inaugurou a maior usina solar da América Latina, a usina de Pirapora, em Minas Gerais, com capacidade de 321 MW. No entanto, apesar dos avanços, a energia solar ainda representa uma pequena parcela da matriz energética brasileira. De acordo com o Balanço Energético Nacional de 2021, a energia solar fotovoltaica representou apenas 2,7% da geração de energia elétrica do país em 2020. Ainda há muito espaço para crescer e aproveitar melhor esse recurso limpo e renovável.

O perfeito aproveitamento da energia solar seria a redenção para os municípios amazonenses que ainda convivem com abastecimento energético precário no interior. No entanto, apenas as medidas tomadas até agora não são suficientes para dinamizar o setor e ampliar a participação dessa fonte na matriz energética nacional. Governos estaduais e também os municípios precisam se unir em torno de um planejamento em conjunto que precisa ser capitaneado pelo governo federal. Somente assim, a energia solar deixará de ser uma eterna potencialidade para fazer a diferença de verdade na vida dos brasileiros.