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A Crítica
Opinião

Evolução da pecuária amazonense

O entusiasmo com o fim da vacinação no próximo ano é compreensível, ainda mais considerando que o Amazonas entrou na lista dos contemplados aos 49 do segundo tempo

Publicado em 01/03/2024 às 09h52
Evolução da pecuária amazonense
Foto: Agência Brasil

A inclusão do Amazonas entre os Estados que vão interromper a vacinação contra febre aftosa em 2025 está sendo muito celebrada, principalmente pelos pecuaristas, que deixarão de arcar com as despesas na aquisição de vacinas. Os benefícios são inegáveis: os produtores, principalmente do Sul do Estado, poderão pensar em larga escala, projetando até mesmo exportações. O próprio trânsito dos rebanhos será facilitado, uma vez que o Estado se encontra dividido entre uma parte que vacina e outra que não.

O entusiasmo com o fim da vacinação no próximo ano é compreensível, ainda mais considerando que o Amazonas entrou na lista dos contemplados aos 49 do segundo tempo. Há poucos meses, a informação que vinha de Brasília excluía o Estado dentre aqueles que cessariam a vacinação em 2025. No Norte, Acre e Rondônia já estão dispensados da vacina, Roraima e Pará já estavam confirmados para 2025. O Amazonas ficaria isolado como único Estado da região a ainda vacinar.

O motivo disso era uma série de pendências quanto aos protocolos do Ministério da Agricultura da própria Organização Mundial de Saúde Animal. Felizmente, um esforço concentrado logrou atender tais demandas e o Estado, conforme, informou o ministro Carlos Fávaro, está apto a seguir no processo de retirada da vacina. 

Também contribuiu para a decisão técnica a percepção de que vacinar gado no Amazonas é muito mais complexo que em qualquer outro Estado. Não é razoável exigir do Amazonas a mesma cobertura vacinal que se exige de Roraima, que tem um rebanho muito menor e onde é possível percorrer todos os municípios de carro em um único dia.

Cabe ressaltar, porém, que a inclusão do AM no seleto grupo não implica necessariamente no fim da vacinação em 2025. O processo comandado pelo Mapa é amplo e exige o aporte de investimentos e execução de um planejamento estratégico muito bem estruturado. A efetiva  retirada da vacina depende do estrito cumprimento das metas estabelecidas. 

Cabe ao governo do Estado, órgãos técnicos, em parceria com a iniciativa privada, não deixar a “peteca cair” em um cenário de contenção de despesas. Os próximos meses serão decisivos.