Expansão na Zona Franca
O bom momento vivido no Polo de Manaus se reflete nos dados do Painel Econômico do Amazonas (PEA), produzido pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).
O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) acaba de aprovar investimentos de mais de R$ 1,3 bilhão em projetos industriais na Zona Franca de Manaus. São investimentos que se transformarão em mais empregos e produção nos diversos setores industriais pelos próximos anos.
O bom momento vivido no Polo de Manaus se reflete nos dados do Painel Econômico do Amazonas (PEA), produzido pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). O estudo revela que, por aqui, o otimismo do setor está acima da média nacional, com aumento da produção e do faturamento. O excelente desempenho da indústria local de condicionadores de ar – cuja produção em Manaus teve crescimento acima de 17% neste ano – é um exemplo de que o modelo industrial amazonense segue forte e em expansão.
É nesse contexto que o secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, afirma que o Distrito Industrial já não cabe nos limites do que foi concebido originalmente. O volume expressivo de novos investimentos aprovados a cada reunião do Codam – órgão estadual que aprova incentivos fiscais para empresas interessadas em atuar em Manaus – demonstram a necessidade de se pensar em novos espaços para acomodar as empresas, o que exige a atualização do Plano Diretor de Manaus.
O momento também é ideal para implementar algo que sempre foi um dos objetivos da Zona Franca: a interiorização do desenvolvimento. Municípios como Itacoatiara e Rio Preto da Eva podem abrigar empresas incentivadas em distritos industriais construídos para essa finalidade. Mas isso requer investimentos e planejamento estratégico. Algumas iniciativas chegaram a sair do papel anos atrás, mas não conseguiram se consolidar por questões políticas.
O fortalecimento da indústria amazonense é algo que precisa ser prioridade do poder público, independentemente de questões político-partidárias, sob pena de vermos o prazo de validade dos incentivos expirar sem que o Estado consiga construir um polo industrial capaz de se sustentar sem a muleta dos incentivos. Atualmente, os incentivos estão garantidos até 2073, é o prazo que temos para construir um modelo autossustentável.