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A Crítica
Opinião

Falta condução à economia do país

Publicado em 12/03/2020 às 11h44 · Atualizado em 13/03/2022 às 20h36
Falta condução à economia do país

É plausível a observação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o Governo Federal deve coordenar e comandar a recuperação econômica do País. Concretamente, em 15 meses de gestão, as medidas presidenciais e de governo não conseguiram produzir efeitos positivos para o reaquecimento econômico e avanço no desenvolvimento do País.

Foram ações que mais produziram conflitos e acionaram a rede de ataca/defende de um baixo nível político nada saudável para a sociedade brasileira. Essa performance do governo do Brasil aliás responde em grande medida pela sustentação da governabilidade, o que representa um risco profundo por ser inadequada, frágil e inábil. 

Enquanto o presidente e membros do primeiro escalão se revezam na produção de atritos que serão reproduzidos entre seguidores e opositores, a economia brasileira experimenta baixo crescimento e um elenco de variáveis que atuam diretamente sobre essa área não estão sendo tratado com a devida atenção para retirá-los da margem em que forma postos. Entre essas variáveis estão a infraestrutura do País, a reforma tributária, o efeito negativo da política ambiental e com os povos indígenas, as comunidades quilombolas. 

Ao mesmo tempo, a relação do Executivo com o Legislativo e Supremo Tribunal Federal (STF) expõe a outra face dos conflitos que se atendem determinados interesses, no geral, geram mais prejuízos ao Brasil e ao próprio governo. Desconsiderar, como parece ser o fato, o cenário de crise internacional e o impacto desta na economia brasileira é um erro grave. Criar polêmicas internacionais e, em função delas, provocar rupturas e distanciamento com governos que têm apoiado o Brasil, como Noruega, Alemanha, França, é outra atitude perigosa que o governo brasileiro tem insistido em manter. A dimensão dessa maneira de governar poderá ser de isolamento com pequenos grupos de apoiadores e um processo de engessamento da economia brasileira.

Diante do que está sendo colocado, não há disposição governamental em fazer mudança quanto a essa postura, nem do núcleo de apoio presidencial, e sim de permanecer no mesmo ritmo, possivelmente, por apostar alto nos retornos que a parceria EUA-Brasil poderá vir a resultar internamente. O país necessita de um plano de governo e de garantias que o proteja dos impactos mais violentos das ondas de crise no mundo.

 

*Foto: Marcelo Alencar/Congresso em Foco