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A Crítica
Opinião

Falta de energia elétrica revolta consumidores

Para além das interrupções no serviço, a cidade ainda convive como comunidades cujas ruas e becos têm baia iluminação e parte desses espaços públicos estão no escuro.

Publicado em 12/09/2023 às 12h02
Falta de energia elétrica revolta consumidores
Foto: Agência Brasil

A falta de energia elétrica em bairros de Manaus provoca irritação em moradores tanto pela frequência na suspensão temporária do serviço quanto pelo mal-estar e prejuízos provocados. Moradores do bairro Petrópolis, zona Sul da cidade, relatam a interrupção no fornecimento de energia por três vezes seguidas.

Em outras comunidades a reclamação é semelhante. Nos dias 9 e 10, pelo menos 13 bairros tiveram a interrupção no serviço. Informações divulgadas na mídia tendo como fonte a empresa concessionária, a Amazonas Energia, indicavam que a interrupção no fornecimento da energia era necessidade para realizar atividades de manutenção. 
Moradores reclamavam da recorrência à manutenção para explicar o porquê da interrupção do serviço. Outro fator é o da temperatura elevada em Manaus que obriga a utilização de ventiladores, circuladores e ar-condicionado para lidar com o calor intenso.

Sem a energia elétrica a situação implica na suspensão de atividades, perda de produtos, horas sem dormir e irritabilidade crescente. Pessoas que têm familiares idosos ou não, com dificuldades de locomoção ou acamados têm as dificuldades enfrentadas diariamente ampliadas com a falta de energia.

Para uma parcela dos consumidores, a concessionária deve melhorar a comunicação com a sociedade, ampliar compromissos em garantir o sistema funcionando e tornar mais transparente o cronograma de manutenção. O elevado preço da tarifa de energia elétrica em Manaus deveria corresponder a um serviço de qualidade e até a implementação de um sistema de reparação dos consumidores pelas horas que ficam sem o serviço.

A privatização do sistema se deu com o compromisso público de oferecer um serviço eficiente, com preocupação na melhoria permanente da qualidade e na cobrança de preços justos. Até agora o volume de queixas junto ao Procon é um dos indicativos de que há falhas que estão sendo mantidas como se normais fossem. Os organismos de fiscalização precisam olhar com atenção como está sendo feita essa prestação de serviço, o valor cobrado do usuário, que áreas da cidade estão sendo mais impactadas e como o problema pode ser tratado visando a solução mais adequada e justa. 

Para além das interrupções no serviço, a cidade ainda convive como comunidades cujas ruas e becos têm baia iluminação e parte desses espaços públicos estão no escuro.