Manaus sex, 16 out
A Crítica
Opinião

Falta de segurança e depredação de túmulos

Publicado em 02/11/2021 às 14h38 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h09
Falta de segurança e depredação de túmulos

A Prefeitura de Manaus, por meio do setor responsável pela administração dos cemitérios, tem uma tarefa a ser cumprida em nível imediato que é a de melhorar as condições desses espaços incluindo a segurança dos visitantes e vigilância total. Alguns reparos foram e estão sendo feitos em cemitérios que passaram muito tempo sob aparente abandono do gestor municipal e, no geral, melhora a aparência, embora problemas graves permaneçam sem solução ou sejam parte de uma conduta administrativa.

No cemitério São Francisco, Zona Sul, situações no mínimo estranhas estão ocorrendo. Em maio, por ocasião das atividades pelo Dia das Mães, a informação dada pela administração a familiares que tinham entes queridos enterrados naquele local era de que todos os que ali atendiam estavam cadastrados; que havia, a partir da nova administração municipal, um outro comportamento a fim de regularizar o trânsito dentro dos cemitérios e especificamente naquele a “bagunça” tinha acabado.

A informação foi dada a uma família que, em maio, encontrou o local onde estava enterrado o corpo de um parente morto por Covid-19 alterado. Foram retirados a pedra de identificação e a tampa da sepultura, afora o sumiço dos arranjos sobre ela colocada e danificada toda a parte da jardinagem. Relata a família que à época um serviço de reparação foi contratado. Tratava-se da colocação de um Castilho, pintado, e recolocação da pedra que comprova a sepultura perpetua.

Afirmaram, no domingo, os familiares que colocado no início de julho, em agosto, o Castilho já havia sido retirado do local, segundo informações de funcionários do cemitério e, diante da pressão familiar, foi colocado um outro Castilho, uma peça envelhecida, sem pintura que, provavelmente, fora retirada de outra sepultura. A explicação dada, no domingo, é que assaltantes entram no cemitério e retiram as peças que podem para comercializar, inclusive os Castilhos que são arrancados da base onde foram colocados.

O sentimento de vários familiares que no domingo estiveram no cemitério São Francisco é de que estão sozinhos e que há omissão por parte da administração municipal na atenção que cemitérios devem receber. A insegurança e a profanação dos túmulos reinam além da vigência larga da informalidade de pessoal que a toda hora se apresenta para fazer serviço. O número expressivo dessa mão de obra informal em movimento dentro do cemitério demonstra que estão livres para agir como bem entenderem.