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A Crítica
Opinião

Focos de fogo batem recorde

Em todo o país, a área queimada aumentou 248% vezes no mês de janeiro.

Publicado em 05/03/2024 às 09h26
Focos de fogo batem recorde
Foto: Agência Brasil

Os dois primeiros meses deste ano registaram recorde de focos de fogo na comparação com igual período do ano passado. A manutenção desse ato criminoso demonstra o tamanho da dificuldade do governo brasileiro para conter os incêndios na região
Foram 2.961 focos de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) somente no mês de fevereiro. Desse total, 2.002 ocorreram no Estado de Roraima. Em todo o país, a área queimada aumentou 248% vezes no mês de janeiro.

Há evidente confronto entre as medidas tomadas pelos órgãos do governo federal destinados a cuidar da área do meio ambiente e os posicionamentos mais localizados dos governos estaduais e municipais.  O impasse entre os agentes governamentais, favorece para o desenvolvimento de ações à margem da lei no dia a dia.

O governo federal tem a tarefa de encontrar meios para que os representantes das esferas estadual e municipal  se posicionem efetivamente nesse tema e, preferencialmente,  em favor da conservação e defesa do meio ambiente. Infelizmente, o que se percebe na região é a facilitação para descumprir a legislação e manter as condutas ilegais, como as queimadas.

As consequências são nocivas para todos, até mesmo os que promovem e atuam na ilegalidade. Destruição da floresta, da fauna e produção de fumaça, desaparecimento de espécies, adoecimentos graves que podem levar à morte, principalmente crianças e idosos. Para a economia do Brasil, a destruição da floresta gera impacto na área da economia que tende a perder recursos resultantes de vendas de produtos nacionais como represália  à política do fogo na Amazônia.

Redes empresarias de várias regiões do  mundo, principalmente da Europa, são cada vez mais  pressionadas a não fazer negócios com países que não protegem o meio ambiente. Nesse cenário, a Amazônia é um dos biomas mais importantes e, por isso, mais vigiada pela governança internacional. Para completar, a ação de garimpeiros devasta velozmente várias áreas da Amazônia e está colocada como mais um grave atentado contra a floresta.

O governo brasileiro terá que ampliar o número de funcionários para agir na prevenção e no controle sistemático da região, reforçar continuamente aparato tecnológico a fim de qualificar cada vez mais o monitoramento e mostrar que os responsáveis por esses crimes sejam punidos.