Focos de fogo batem recorde
Em todo o país, a área queimada aumentou 248% vezes no mês de janeiro.
Os dois primeiros meses deste ano registaram recorde de focos de fogo na comparação com igual período do ano passado. A manutenção desse ato criminoso demonstra o tamanho da dificuldade do governo brasileiro para conter os incêndios na região
Foram 2.961 focos de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) somente no mês de fevereiro. Desse total, 2.002 ocorreram no Estado de Roraima. Em todo o país, a área queimada aumentou 248% vezes no mês de janeiro.
Há evidente confronto entre as medidas tomadas pelos órgãos do governo federal destinados a cuidar da área do meio ambiente e os posicionamentos mais localizados dos governos estaduais e municipais. O impasse entre os agentes governamentais, favorece para o desenvolvimento de ações à margem da lei no dia a dia.
O governo federal tem a tarefa de encontrar meios para que os representantes das esferas estadual e municipal se posicionem efetivamente nesse tema e, preferencialmente, em favor da conservação e defesa do meio ambiente. Infelizmente, o que se percebe na região é a facilitação para descumprir a legislação e manter as condutas ilegais, como as queimadas.
As consequências são nocivas para todos, até mesmo os que promovem e atuam na ilegalidade. Destruição da floresta, da fauna e produção de fumaça, desaparecimento de espécies, adoecimentos graves que podem levar à morte, principalmente crianças e idosos. Para a economia do Brasil, a destruição da floresta gera impacto na área da economia que tende a perder recursos resultantes de vendas de produtos nacionais como represália à política do fogo na Amazônia.
Redes empresarias de várias regiões do mundo, principalmente da Europa, são cada vez mais pressionadas a não fazer negócios com países que não protegem o meio ambiente. Nesse cenário, a Amazônia é um dos biomas mais importantes e, por isso, mais vigiada pela governança internacional. Para completar, a ação de garimpeiros devasta velozmente várias áreas da Amazônia e está colocada como mais um grave atentado contra a floresta.
O governo brasileiro terá que ampliar o número de funcionários para agir na prevenção e no controle sistemático da região, reforçar continuamente aparato tecnológico a fim de qualificar cada vez mais o monitoramento e mostrar que os responsáveis por esses crimes sejam punidos.